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Exportações russas para a UE afundam, mas comércio com a China em recorde

A forte redução nas compras do bloco europeu de petróleo e gás russos levaram a uma queda a pique nas exportações de Moscovo para os 27.

Kremlin Pool - Lusa/EPA
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 12 de Fevereiro de 2024 às 15:51

As exportações russas para a União Europeia (UE) afundaram em mais de dois terços no ano passado, devido à forte redução nas compras de petróleo e gás a Moscovo por parte dos 27, indicou a agência aduaneira russa esta segunda-feira.

No ano passado, as vendas russas à Europa afundaram 68%, para 78,7 mil milhões de euros, segundo os dados citados pela agência noticiosa russa Interfax.

Com as portas da Europa a fecharem-se, Moscovo aumentou em 5,6% as exportações para a Ásia - que se tornou o maior cliente russo na energia - para 284,2 mil milhões de euros.

Após as sanções impostas pelo Ocidente na sequência da invasão da Ucrânia, a Rússia deixou de divulgar os dados do comércio externo com os países individualmente.

Contudo, os dados das autoridades aduaneiras chinesas mostram que o comércio de Pequim com Moscovo - importações e exportações - atingiram um recorde de 222,5 mil milhões de euros.

Na semana passada, o Banco Central Russo revelou que, pela primeira vez, as reservas em yuan nas contas bancárias russas superaram as detidas em dólares.

O excedente comercial russo no ano passado tombou 58,5%, para 129,8 mil milhões de euros, face a 2022, ano em que as receitas de Moscovo com as vendas de petróleo e gás dispararam graças à escalada de preços.

As importações russas oriundas da UE recuaram 12,3%, para 72,8 mil milhões de euros, enquanto as compras a países asiáticos dispararam 29,2%, ascendendo a 173,8 mil milhões de euros.

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