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Itália recebe apenas metade do gás russo que pediu. Mercado a caminho da melhor semana desde início da guerra

Itália vai receber esta sexta-feira apenas metade do gás solicitado à gigante russa Gazprom. O mercado europeu de gás está a caminho da melhor semana desde o início da invasão russa à Ucrânia.

Vasily Fedosenko / Reuters
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A guerra continua a agravar os cortes de fornecimento de gás na Europa. Itália vai receber esta sexta-feira apenas metade do gás solicitado à gigante russa Gazprom, avançou a empresa petrolífera romana Eni, citada pela Bloomberg.

Esta notícia surge um dia depois de o primeiro-ministro italiano, Mario Drahgi, em conjunto com o presidente francês Emmanuel Macron, o Chanceler alemão Olaf Scholz, acompanhados do presidente romeno Klaus Iohannis terem visitado Kiev.

 

Além da Eni, também as europeias Engie e a Uniper foram afetadas por cortes ditados pela gigante russa.

 

O mercado do gás europeu está prestes a alcançar o maior ganho semanal desde o início da guerra, tendo valorizado de mais de 60% nos últimos sete dias. Esta sexta-feira, os preços do gás natural na Europa no índice holandês TTF, que é o "benchmark" para os mercados europeus, crescem 9,46%, até aos 131,3 euros por megawatt-hora (MWh).

 

Segundo a Bloomberg, os fluxos de gás do maior gasoduto que transporta esta matéria-prima entre a Rússia e a União Europeia coaram cerca de 60%. Para Mario Draghi as justificações de Moscovo de que esta queda se deveu a problemas técnicos não passam de "mentiras", enquanto a Alemanha apelidou esta redução no fornecimento de uma "manobra política".

Já a Áustria apoiou Moscovo, afirmando que as razões apresentadas pela Rússia são "compreensíveis e transparentes". Esta quinta-feira, o Kremlin reiterou que estes cortes não foram deliberados.

 

Para os analistas a queda do armazenamento de gás na Europa pode ser um sinal de alarme para o bloco. "O armazenamento [de gás] estava a encher a um bom ritmo, no entanto este ritmo caiu abruptamente esta semana", comentou Warren Patterson, responsável pelo departamento de estratégia para o mercado das  matérias do ING Bank.

 

Austrália participa na reunião da NATO

 

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, vai participar da reunião da NATO que está agendada para 29 de junho. Em entrevista à Sky News Australia, o Chefe de Governo avançou que não sabe se vai aceitar o convite do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky para visitar Kiev mas confirmou que irá participar no encontro dos aliados que ocorre em Madrid.

 

"A minha prioridade é ir à reunião da NATO, porque a Austrália é a maior contribuinte "não aliada da NATO"  que apoia os esforços para apoiar a soberania da Ucrânia e que apoia o povo ucraniano a levantar-se contra este comportamento criminoso da Rússia", fundamentou Anthony Albanese.

 

Para além do primeiro-ministro australiano, devem ainda estar presentes neste encontro como membros externos à NATO, o líder do Governo japonês, Fumio Kishida e o presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol.

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