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Bruxelas corta crescimento com guerra no Irão e apresenta medidas para baixar preço da luz

Comissário para a Economia falou após a reunião do Eurogrupo e alertou para um "risco real de choque estagflacionário". Estima que o PIB do bloco possa crescer menos 0,4 a 0,6 p.p. este ano face a previsões anteriores devido ao impacto do conflito no Médio Oriente.

Comissário Europeu para a Economia e Produtividade, Valdis Dombrovskis.
Comissário Europeu para a Economia e Produtividade, Valdis Dombrovskis. Olivier Hoslet/ Lusa_EPA
27 de Março de 2026 às 13:41

“É claro que a União Europeia (UE) enfrenta riscos reais de um choque estagflacionário, mesmo que as disrupções sentidas no abastecimento de energia sejam de curta duração”, disse nesta sexta-feira o comissário europeu responsável pela pasta da Economia, Valdis Dombrovskis, fazendo referência às disrupções causadas no mercado da energia devido ao conflito no golfo Pérsico.

Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Eurogrupo, na qual esteve também presente o diretor da Agência Internacional de Energia, Dombrovskis estimou que o produto interno bruto (PIB) do bloco possa crescer menos 0,4 a 0,6 pontos percentuais (p.p.) este ano face a previsões anteriores devido ao impacto do conflito no Médio Oriente.

"A nossa análise sugere que o crescimento da UE em 2026 poderia ser cerca de 0,4 p.p. inferior ao projetado na nossa previsão económica de outono [divulgada em novembro passado] e a inflação poderia ser até um ponto percentual superior", disse esta sexta-feira o responsável europeu da Economia.

Dombrovskis apontou ainda que, "se as perturbações forem mais significativas e prolongadas, as consequências negativas para o crescimento seriam ainda maiores". Nesse cenário a análise do Executivo europeu estima que o PIB possa vir a crescer menos 0,6 pontos percentuais em 2026 e 2027 face ao anteriormente previsto. Dombrovskis relembrou ainda que “isto é uma análise de cenários e não uma previsão oficial”.

Assim,, esta revisão significa que o crescimento económico dos 27 poderá fixar-se, na melhor das hipóteses, em 1%. Já se tivermos em conta os cenários mais pessimistas, a atividade poderá crescer apenas 0,8% neste ano.

A Comissão apresentará ainda aos Estados-membros “propostas para impor taxas de imposto mais baixas sobre a eletricidade e garantir que esta seja tributada a um nível inferior ao dos combustíveis fósseis”, disse Dombrovskis. A essas medidas acrescenta ainda “a melhoria das infraestruturas da rede energética, a modernização do sistema de ‘trading’ de emissões de carbono, nomeadamente através da atualização dos índices de referência” a fim de aumentar a estabilidade do mercado e reduzir a volatilidade dos preços.

O comissário para a Economia sublinhou várias vezes que “qualquer política nacional eficaz destinada a proteger a economia e a população deve respeitar determinados princípios fundamentais”, entre os quais destaca “a necessidade de serem direcionadas, temporárias e de não aumentar a procura agregada de petróleo e gás, bem como de ser coerente com a necessidade de continuar a descarbonizar o nosso sistema energético”.

As declarações de Dombrovskis seguiram-se aos de Kyriakos Pierrakakis, presidente do Eurogrupo, que sublinhou, por sua vez, “que a chave é a duração e a intensidade da crise, fatores que determinarão a escala do impacto económico”. Lembrou ainda que “a Europa está hoje mais bem preparada do que estava em 2022 na anterior crise energética”. Desde então, conclui o também ministro da Economia e das Finanças da Grécia, o Velho Continente “reduziu a dependência energética, reforçou a infraestrutura, diversificou as fontes energéticas e, acima de tudo, ganhou experiência em lidar com crises destas”.

Notícia atualizada pelas 13:50 com informação adicional sobre impacto da previsão no crescimento real do PIB na UE.

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