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Inflação na Zona Euro mantém-se em mínimo de 2016 e pressiona BCE

Os preços no consumidor na Zona Euro aumentaram 1% em agosto, em termos homólogos. Foi a mesma taxa de inflação registada em julho, um mínimo de novembro de 2016.

Reuters
Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 30 de Agosto de 2019 às 10:15
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A inflação da Zona Euro fixou-se em 1% em agosto, face ao mês homólogo, mantendo a taxa em relação aos 1% registados em julho. Os dados foram revelados esta sexta-feira, 30 de agosto, pelo Eurostat. 

Apesar de a taxa de inflação se ter mantido, esta continua a ser a taxa mais baixa desde novembro de 2016 (0,6%). Esta travagem da inflação nos primeiros oito meses de 2019 (ver gráfico) deverá dar mais motivos para o Banco Central Europeu (BCE) injetar mais estímulos na economia do euro.

A inflação subjacente - que exclui os produtos energéticos e produtos alimentares não transformados uma vez que estes são historicamente mais voláteis - também se manteve nos 1,1% em agosto, a mesma taxa registada em julho.

Em relação aos principais componentes da inflação da Zona Euro, as categorias de alimentos, álcool e tabaco deverão registar a maior taxa de inflação (2,1% em agosto face a 1,9% em julho), seguidas pelos serviços (1,3%) e pelos bens industriais não-energéticos (0,4%). Contudo, os preços da energia registaram uma queda de 0,6%. 

Em Portugal, a taxa de inflação voltou a ser negativa em agosto (-0,1%), ou seja, houve deflação. Este é o segundo mês consecutivo em que os preços diminuem.

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, o indicador utilizado pelo Eurostat para comparar a evolução dos preços nos vários Estados-membros, fixou-se nos -0,1%, o que compara com -0,7% em julho.

Face a estes dados, o Banco Central Europeu (BCE) deverá ser obrigado a atuar para que a inflação se aproxime mais da sua meta de uma taxa em torno de 2%.

Há grande expectativa em relação ao encontro de 12 de setembro dado que na última reunião de política monetária o banco central decidiu iniciar o estudo de várias medidas, incluindo como mitigar o impacto do corte de juros na rentabilidade dos bancos e como será possível retomar as compras de dívida pública que foram interrompidas em dezembro de 2018.
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