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Merkel promete reduzir "consideravelmente" a entrada de novos refugiados

A chanceler cedeu aos protestos internos e prometeu moderar o ritmo de acolhimento de estrangeiros. Fez balanço de 2015: um "ano difícil de imaginar", disse.

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Merkel Thwarts Revolt by German Refugee Critics
Negócios 14 de Dezembro de 2015 às 14:27
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A chanceler alemã Angela Merkel prometeu nesta segunda-feira reduzir "consideravelmente" o número de novos migrantes que entram na Alemanha, respondendo deste modo à pressão interna e do seu próprio partido.

 

Falando no arranque do congresso da CDU, a chanceler voltou a argumentar que era um "imperativo humanitário" receber os cerca de um milhão de refugiados que neste ano bateram à porta da Alemanha, mas reconheceu que manter este ritmo de acolhimento de estrangeiros pode ser insustentável.

 

Não obstante ter sido nomeada figura do ano pela revista Time e pelo Financial Times, tendo sido também considerada a mais importante pelo Negócios, Angela Merkel tem enfrentado uma crescente oposição interna à política de acolhimento de refugiados e começou a endurecer sua posição.

Após a pressão da ala mais contestária do seu partido, o texto da resolução que será votado pelos congressistas refere que a continuação do afluxo actual irá sobrecarregar a longo prazo o Estado e a sociedade, mesmo num país grande e próspero como é a Alemanha.


"Queremos, e iremos, reduzir consideravelmente o número de refugiados, porque é do interesse de todos", disse a chanceler em Karlsruhe, cujo Estado-federado irá a eleições em Março. Escreve a Reuters que Merkel recebeu uma ovação de pé de oito minutos no final do seu discurso assistido por cerca de mil delegados da CDU.

A chanceler mostrou-se ainda confiante de que a Europa passará o "teste histórico" que enfrenta com a vaga de refugiados, e qualificou 2015 como um ano "inacreditável, difícil de imaginar", referindo-se à sequência densa de eventos dramáticos que percorreu o ano, citando os assassinatos no Charlie Hebdo, o acordo de cessar fogo na Ucrânia, o desastre num avião da Germanwings e o terceiro resgate grego. Merkel aplaudiu igualmente o seu ministro das Finanças e advertiu, tal como tem feito Wolfgang Schäuble, que as deficiências que provocaram a crise na Zona Euro não foram ainda completamente superadas.

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