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UE pode exigir até 60 mil milhões no divórcio do Reino Unido

Segundo o Financial Times, Bruxelas quer primeiro tratar do divórcio até meados de 2018 e só depois do acordo pós-Brexit, que poderá levar cinco ou mais anos a concluir.

Bloomberg
Negócios 15 de Novembro de 2016 às 18:54
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Os negociadores europeus do Brexit estão a pressionar no sentido de primeiro se tratar do divórcio do Reino Unido e só depois de um acordo pós-Brexit, o que poderá levar cinco ou mais anos a concluir, escreve o Financial Times.

 

Na primeira etapa da separação, que Bruxelas deseja ver concluída em meados de 2018 para poder ser efectivada no início 2019, far-se-á também o acerto de contas.

Michel Barnier (na foto), antigo comissário francês que está encarregue de chefiar as negociações do lado europeu, quererá que todos compromissos financeiros até agora assumidos por Londres sejam cumpridos. Cálculos do jornal britânico apontam para uma factura a oscilar entre 40-60 mil milhões de euros. As anteriores estimativas do próprio FT apontavam para 20 mil milhões de euros.

Ainda segundo o jornal britânico, Barnier acredita que este custo possa ser reduzido por um acordo de transição, que poderia durar cinco anos, período durante o qual o Reino Unido continuaria a contribuir para os orçamentos da UE nos moldes actuais.

 

Sobre o relacionamento futuro, a UE deverá manter-se intransigente, condicionando a prorrogação dos privilégios do Reino Unido no acesso ao mercado único à aceitação, por parte de Londres, das regras de livre circulação (incluindo de pessoas) e da jurisdição dos tribunais comunitários. Tais condições seriam extremamente difíceis de aceitar em Downing Street, especialmente se continuarem após as eleições gerais agendadas para 2020, acrescenta o jornal.

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