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Maior sindicato alemão apoia semana de 4 dias para salvar empregos

O maior sindicato alemão admite apoiar a semana de trabalho de quatro dias para evitar a perda de empregos na indústria germânica.

IG Metall
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 15 de Agosto de 2020 às 12:30
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O IG Metall, maior sindicato alemão, propôs este sábado negociar uma transição para a semana de quatro dias de trabalho por forma a manter o emprego numa altura em que a economia sofre o impacto da pandemia da covid-19 e mudanças estruturais na indústria automóvel, que tem grande peso na Alemanha.

Em entrevista publicada hoje no Sueddeutsche Zeitung e citada pela Reuters, Jörg Hofmann, líder do sindicato que conta com 2,3 milhões de filiados nos setores da metalurgia e eletricidade, admitiu essa possibilidade.

"A semana de quatro dias...poderá possibilitar manter os empregos industriais em vez de os extinguir", referiu Hofmann.

A crise originada pela pandemia ameaça 300 mil postos de trabalho nas indústrias da metalurgia e eletricidade na maior economia da zona euro. Adicionalmente, a transição para os automóveis elétricos também coloca em risco dezenas de milhar de empregos nas fábricas de motores e caixas de velocidade.

Hofmann defende que, se as empresas concordarem com uma redução dos horários os trabalhadores não devem necessariamente sofrer cortes salariais proporcionais. Caso contrário, alerta, os operários não se podem dar ao luxo de trabalhar menos horas.

O líder sindical considera que as empresas têm interesse em optar pela redução de horário em vez de recorrer ao layoff, argumentando que, dessa forma, conseguem manter os trabalhadores qualificados e poupar em custos redundantes.

A economia alemã sofreu uma contração de 10,1% em cadeia no segundo trimestre, tendo a quebra ascendido a 11,7% em termos homólogos.

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