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Rajoy: Ministro da Economia espanhol seria um bom líder do Eurogrupo

O ministro da Economia espanhol seria um bom líder do Eurogrupo, disse este domingo o primeiro-ministro de Espanha, Mariano Rajoy, num momento em que várias vozes europeias pedem a demissão do actual presidente do grupo, o holandês Jeroen Dijsselbloem.

Lusa 26 de Março de 2017 às 15:33
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O actual presidente do Eurogrupo (grupo que integra os 19 Estados-membros da Zona Euro) e ministro das Finanças cessante da Holanda, Jeroen Dijsselbloem, está no centro de uma polémica desde que disse numa entrevista a um diário alemão que os países do sul da Europa tinham desperdiçado o seu dinheiro "em copos e mulheres".

As reações foram imediatas e fortes. Os chefes dos governos de Portugal e Itália pediram a demissão de Dijsselbloem, já enfraquecido pela derrota da sua força política, o Partido Trabalhista, nas eleições de 15 de Março na Holanda. O mandato de Dijsselbloem no Eurogrupo acaba em Janeiro de 2018.

Questionado por vários jornais, incluindo o diário espanhol El Pais, se o líder do Eurogrupo poderia ser espanhol, Mariano Rajoy manifestou o seu apoio ao actual ministro da Economia, Luis de Guindos.

"O que posso dizer? Certamente, o ministro da Economia espanhol, se me perguntar, é uma das personalidades mais importantes e competentes do Eurogrupo", declarou o primeiro-ministro espanhol.

Luis de Guindos, actual ministro da Economia e da Competitividade (que também tutela a Indústria, Energia e Turismo), integra o Governo de centro-direita de Rajoy desde 2012.

Perante a crise financeira na zona Euro e os seus efeitos em Espanha, o ministro Luis de Guindos impôs cortes dramáticos na despesa espanhola para reduzir o défice público e supervisionou a aplicação do plano de resgate europeu do sector bancário.

O espanhol Luis de Guindos foi o principal nome mencionado para substituir Dijsselbloem no Eurogrupo quando o político holandês estava na recta final do seu primeiro mandato, em 2015. Na altura, Dijsselbloem conseguiu reunir os apoios necessários para manter a presidência.

Na quarta-feira passada, o político holandês lamentou que as suas declarações tenham ofendido e desculpou-se com "a cultura de rigor holandesa, a cultura Calvinista". No mesmo dia, o político descartou um pedido de demissão.
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