Europa Dijsselbloem diz que não se referiu a nenhum país com álcool e mulheres

Dijsselbloem diz que não se referiu a nenhum país com álcool e mulheres

Depois das polémicas declarações em que acusa implicitamente os países que pediram resgates de gastar o dinheiro com álcool e mulheres, um porta-voz de Jeroen Dijsselbloem veio garantir que o líder do Eurogrupo não se referia a nenhum grupo de países.
Dijsselbloem diz que não se referiu a nenhum país com álcool e mulheres
Reuters
Bruno Simões 22 de março de 2017 às 12:52

Jeroen Dijsselbloem viu-se envolvido numa enorme polémica depois de ter declarado, numa entrevista, que há países da Zona Euro que gastam todo o dinheiro em "álcool e mulheres" e depois pedem para ser ajudados. Já ontem, o holandês teve a oportunidade de se retractar, no Parlamento Europeu, mas reiterou o que havia dito. Esta quarta-feira, com várias figuras a criticarem-no, e com António Costa a pedir a sua demissão, um porta-voz vem dizer que as Dijsselbloem não tinham um destinatário específico.

 

De acordo com o Financial Times e a Reuters, um porta-voz do presidente do Eurogrupo garantiu que o holandês "não se referiu a nenhum país ou grupo de países". E sublinhou que a mensagem que Dijssebloem quis passar era dirigida "a todos os países da Zona Euro", de que "com a solidariedade também vêm obrigações". "Temos que nos empenhar em cumprir as regras orçamentais. Isso é importante a nível pessoal, nacional e internacional", acrescentou o porta-voz.

Esta quarta-feira, António Costa usou palavras duras para exigir a demissão de Jeroen Dijsselbloem. "Numa Europa a sério, o senhor Dijsselbloem já estava demitido neste momento. Não é possível que quem tem uma visão xenófoba, racista e sexista possa exercer funções de presidência de um organismo como o Eurogrupo", afirmou, em Lisboa.

 

De acordo com o Expresso, que leu a entrevista original de Jeroen Dijsselbloem ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung, o holandês diz que: "Tornamo-nos previsíveis quando nos comportamos de forma consequente e o Pacto [de Estabilidade] da Zona Euro baseia-se em confiança. Na crise do euro, os países do norte da zona euro mostraram-se solidários para com os países em crise. Como social-democrata, considero a solidariedade da maior importância. Porém, quem a exige também tem obrigações. Eu não posso gastar o meu dinheiro todo em aguardente e mulheres e pedir-lhe de seguida a sua ajuda. Este princípio é válido a nível pessoal, local, nacional e até a nível europeu".

 

Esta terça-feira, no Parlamento Europeu, Dijsselbloem rejeitou pedir desculpas pelo que disse. "Não, não, eu sei o que disse porque saiu da minha própria boca", respondeu a um eurodeputado espanhol. "Deixei muito claro que a solidariedade caminha de mãos dadas com a responsabilidade e os compromissos", complementou.




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