Finanças Públicas Estado gastou 6,8 mil milhões com empresas públicas e Banif

Estado gastou 6,8 mil milhões com empresas públicas e Banif

Entre empréstimos e dotações de capital, o Estado aplicou 6,8 mil milhões de euros em empresas públicas e bancos. Banif e Infraestruturas de Portugal em destaque no balanço revelado pela Direcção-geral do Orçamento.
Estado gastou 6,8 mil milhões com empresas públicas e Banif
Rui Peres Jorge 25 de janeiro de 2016 às 19:22
Banif, Infraestruturas de Portugal, CP, Metropolitano de Lisboa, Metro do Porto: são várias e conhecidas as empresas e instituições financeiras que, entre empréstimos e injecções no capital, necessitaram de dinheiro público para funcionarem em 2015.

Ao todo, o Estado teve de mobilizar 6,8 mil milhões de euros (cerca de 2,1% do PIB) para financiar despesas com activos financeiros, revelou a Direcção-Geral do Orçamento (DGO), no boletim de execução orçamental de Dezembro, publicado a 25 de Janeiro.

"No conjunto do ano, as dotações de capital ascenderam a 4.844,5 milhões de euros" contabiliza a DGO, que destaca como "principais beneficiárias as instituições financeiras (1.768 milhões de euros) e as empresas públicas [com 2.907 milhões de euros]". Em 2015, o Banif recebeu 1.766 milhões de euros de fundos do Tesouro antes de ser vendido ao Santander, a que se juntam as dotações para "a Infraestruturas de Portugal, S.A, (1.617,2 milhões de euros), a CP - Comboios de Portugal, E.P.E. (683,5 milhões de euros), a Parpública S.G.P.S., S.A. (295 milhões de euros), o Metropolitano de Lisboa, E.P.E. (189,3 milhões de euros) e a Companhia Carris de Ferro de Lisboa, S.A. (116 milhões de euros)".

Este não foi o único dinheiro injectado no Banif. Antes de ser vendido, o banco recebeu ainda 489 milhões de euros do Fundo de Resolução, o qual teve de pedir esse dinheiro emprestado ao Tesouro, uma operação que justifica mais de um quarto dos quase 1,9 mil milhões de euros que o Ministério das Finanças teve de mobilizar para empréstimos de médio e longo prazo as empresas em 2015.

"Os empréstimos de médio e longo prazo totalizaram 1.874,7 milhões de euros, sendo os principais destinatários o Fundo de Resolução (489 milhões de euros), o Metro do Porto, S.A. (549 milhões de euros), a PARVALOREM, S.A. (285,3 milhões de euros), a PARUPS, S.A. (83,7 milhões de euros), a Parparticipadas, SGPS, S.A. (39,5 milhões de euros), a Região Autónoma da Madeira, no âmbito do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro, (319,3 milhões de euros) e os municípios", explicita a DGO.



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