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Endividamento da economia sobe para 740 mil milhões e aproxima-se de recorde

Depois do alívio em junho, o endividamento da economia portuguesa voltou a agravar-se em julho, ficando muito perto do máximo histórico atingido em maio.

Bruno Colaço
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 21 de Setembro de 2020 às 10:55
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O endividamento do setor não financeiro agravou-se mais de 4 mil milhões de euros em julho, ficando muito perto do recorde atingido em maio, anunciou hoje o Banco de Portugal.

A dívida da economia portuguesa atingiu 740 mil milhões de euros no final de julho, o que compara com 735,4 mil milhões de euros em junho e 740,6 mil milhões de euros em maio, mês em que foi atingido o valor mais elevado de sempre.

Numa nota publicada esta segunda-feira, o Banco de Portugal explica que o aumento de julho ficou a dever-se "aos acréscimos de 3,9 mil milhões de euros do endividamento do setor público e de 700 milhões de euros do endividamento do setor privado".

Os valores de julho mostram que a pandemia está a provocar um aumento mais intenso no endividamento do Estado devido às medidas que colocou no terreno para amparar o impacto do vírus na economia.

O Banco de Portugal assinala que o "incremento do endividamento do setor público refletiu-se, sobretudo, no crescimento do endividamento face ao exterior (2,7 mil milhões de euros), face ao setor financeiro (1,7 mil milhões de euros) e face às empresas (0,4 mil milhões de euros)".

Apesar de estar perto de recordes em valor nominal, quando avaliado o peso no PIB o endividamento do setor financeiro está a agravar-se, mas longe dos máximos históricos fixados acima de 400%. Em julho situava-se 357,9% do PIB.

PME lideram agravamento

No que diz respeito ao endividamento do setor privado, 500 milhões de euros foram da responsabilidade das empresas e 300 milhões de euros das famílias. 

O endividamento das empresas privadas agravou-se para 268,3 milhões de euros em julho, sendo já o quinto mês seguido de aumentos. As PME, com um agravamento de mais de 400 milhões de euros, foram as principais responsáveis pela tendência. Desde março, o aumento é já de 7 mil milhões de euros, superando agora os 168 mil milhões de euros.

Nas famílias, o endividamento agravou-se pelo terceiro mês seguido e continua acima dos 140 mil milhões de euros. O crédito à habitação em dívida aumentou quase 200 milhões de euros face a junho, um agravamento que estará relacionado com as moratórias a que acederam milhares de portugueses para adiar o pagamento do crédito da casa.

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