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João Leão: "Esperamos que a auditoria do Tribunal de Contas ao Novo Banco venha a tempo"

O ministro das Finanças, João Leão, está a ser ouvido esta terça-feira no Parlamento, na comissão de Orçamento e Finanças. Em análise está a governação e o Programa de Estabilidade.

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O ministro das Finanças, João Leão, assegurou esta terça-feira que a auditoria que o Tribunal de Contas está a fazer ao Novo Banco "é muito importante" para fazer face à próxima chamada de capital. Mas não deu garantias de esperar pela avaliação dos juízes: "Esperamos que venha a tempo para ser tida em consideração", disse. O governante está a ser ouvido na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, na Assembleia da República.

"Valorizamos todos os elementos que nos possam disponibilizar para fazer avaliação rigorosa, exigente", assegurou o ministro, em resposta ao deputado do PSD, Afonso Oliveira.

"Contamos poder ter em breve a auditoria do Tribunal de Contas para as autoridades como o Fundo de Resolução e a entidade reguladora dar indicação da transferência que o Fundo de Resolução tem de fazer", adiantou ainda. "Achamos que é muito importante esperar pela avaliação dessa auditoria, esperamos que venha a tempo para ser tida em consideração" somou.

Os juízes do Tribunal de Contas estão a fazer uma auditoria ao Novo Banco, pedida pelo Parlamento. Não há um prazo para a entrega do relatório, mas segundo noticiou o jornal Público há a expectativa de conseguir fazê-lo até ao final deste mês. Se assim for, chegará às mãos do Governo poucos dias antes de o Fundo de Resolução ter de fazer face à mais recente chamada de capital apresentada pelo Novo Banco – a injeção do dinheiro acontece no início de maio.

A última chamada de capital do Novo Banco atinge quase 600 milhões de euros, mas há cerca de 160 milhões de euros em divergência. O Fundo de Resolução, o Banco de Portugal e o Ministério das Finanças entendem que não há elementos que justifiquem este montante, prevendo por isso uma injeção "substancialmente inferior", conforme reafirmou esta terça-feira o ministro das Finanças.

"A administração do Novo Banco devia ter presente neste contexto o enorme esforço feito pelo fundo de Resolução e do sistema financeiro para o Novo Banco e devia ser neste momento mais pacata e mais cautelosa", disse João Leão, aconselhando a administração do banco a concentrar-se na gestão das contas.

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