Finanças Públicas Os indicadores que não deixam afastar o fantasma do resgate

Os indicadores que não deixam afastar o fantasma do resgate

O risco de resgate da economia portuguesa ainda é baixo, mas existem vários focos de preocupação para os economistas, com a dívida pública e as necessidades de financiamento a destacarem-se pela negativa.

É hoje mais provável que Portugal volte a precisar de um novo resgate do que há um ano. Mas isso não significa que essa probabilidade seja elevada. Os economistas contactados pelo Negócios consideram que esse cenário continua a ter poucas hipóteses de se materializar. Ainda assim, o risco de uma nova intervenção da troika funcionará como um machado a pairar sobre o pescoço do Governo na preparação do Orçamento do Estado para 2017 que está já em curso.

O ruído sobre a possibilidade de um segundo resgate aumentou com a tomada de posse no final de 2015 de um governo do PS apoiado  pelo Bloco de Esquerda e PCP, e nos últimos dias voltou a fazer manchetes. Depois de um texto de análise crítico do Financial Times na semana passada, segunda-feira foi a vez de Mário Centeno dizer em entrevista à CNBC que evitar um segundo resgate é a sua "principal tarefa". o que alimentou a especulação sobre o tema. Os especialistas ouvidos pelo Negócios não acham a hipótese descabida, mas avisam que o risco de Portugal ser atirado para os braços dos credores oficiais ainda é limitado. 

Um resgate seria inevitável se Portugal deixasse de se conseguir financiar nos mercados, tal como em 2011. A maior ameaça a que isso aconteça seria um corte do rating pela DBRS, a única agência que coloca Portugal em nível de investimento, ou seja, acima de "lixo".
 

as existem vários focos de preocupação para os economistas, com a dívida pública e as necessidades de financiamento a destacarem-se pela negativa.


Veja na fotogaleria os indicadores que não deixam afastar o fantasma do resgate em Portugal.

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