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Pandemia fez disparar poupança das famílias para máximos de sete anos

No segundo trimestre deste ano, a taxa da poupança das famílias subiu para 10,6%, um máximo desde 2013. A grande queda no consumo explica a subida, diz o INE.

José Gageiro/Movephoto
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 23 de Setembro de 2020 às 11:03
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A taxa da poupança das famílias aumentou para 10,6% do rendimento disponível no segundo trimestre deste ano, face aos 7,5% no trimestre anterior, devido a uma drástica redução do consumo, numa altura em que o confinamento estava em vigor e a maioria dos serviços presenciais estavam encerrados.

É preciso recuar até ao segundo trimestre de 2013, para vermos as famílias portuguesas a pouparem tanto. Na altura, a taxa foi de 10,8%. Os valores referidos pelo INE são calculados tendo em conta a média de quatro trimestres.

De acordo com o relatório divulgado nesta quarta-feira pelo INE (Instituto Nacional de Estatística), "é de assinalar o aumento expressivo da taxa de poupança em cerca de 12 pontos percentuais no segundo trimestre deste ano, face ao observado em idêntico período de 2019".



Em termos trimestrais, a taxa de poupança das famílias registou um aumento de 3,1 pontos percentuais, "em consequência da diminuição da despesa de consumo que mais do que compensou a redução de 0,4% do Rendimento Disponível Bruto (RDB)". O consumo final caiu 3,7% no mesmo período em análise. 

O instituto alerta ainda que este indicador é "muito influenciado" por efeitos de natureza sazonal e que no caso das famílias, os pagamentos dos subsídios de férias (que podem ocorrer no 2º ou no 3º trimestre) e dos subsídios de Natal (geralmente no 4º trimestre) determinam fortemente o comportamento da taxa de poupança.

"Por esta razão, a taxa de poupança no primeiro trimestre de cada ano é a mais baixa (até mesmo negativa)", refere.

A taxa de poupança mede a parte do rendimento disponível que não é utilizado em consumo final, sendo calculada através do rácio entre a poupança bruta e o rendimento disponível.
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