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Passos: Governo pode convencer Bruxelas que défice fica abaixo de 3%

"Portugal teve em 2015 um défice de 3%, se excluirmos o impacto que a decisão de resolução do Banif, que não foi tomada pelo anterior governo", defendeu o ex-primeiro-ministro.

Lusa 13 de Maio de 2016 às 08:55
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O presidente do PSD, Passos Coelho, defendeu esta quinta-feira, 12 de Maio, que Portugal teve em 2015 um défice de 3%, considerando que o actual governo pode "persuadir" a Comissão Europeia de que será capaz de "alcançar as metas" orçamentais.

 

"Portugal não teve um défice de 3,2%. Portugal teve em 2015 um défice de 3%, se excluirmos o impacto que a decisão de resolução do Banif, que não foi tomada pelo anterior governo, teve nas nossas contas. Isso é hoje muito claro", disse durante uma visita à Feira Nacional do Porco, no Montijo.

 

O presidente do PSD, questionado se não existem motivos para sanções, disse esperar que a interacção entre o governo português e a Comissão Europeia seja esclarecedora nesse domínio.

 

"Não vejo nenhuma razão, depois do esforço de recuperação orçamental que foi feito durante vários anos, por qualquer prisma que se olhe. A evolução das contas portuguesas foi muito elevada, porque foram tomadas muitas medidas que custaram muitos sacrifícios e permitiram essa recuperação", afirmou.

 

Pedro Passos Coelho manifestou a convicção de que o actual governo português tem condições para "persuadir" a Comissão Europeia de que vai conseguir alcançar os resultados desejados em 2016 e nos anos seguintes.

 

"Existe do ponto vista da Comissão Europeia algumas dúvidas quanto aos resultados que será possível alcançar em 2016 e nos anos seguintes. Estou convencido de que o governo português tem condições de persuadir a Comissão Europeia de que será capaz de alcançar as metas a que se propôs, que o esforço vai continuar e que Portugal tem condições para ficar com um défice abaixo dos 3%", salientou.

 

O líder do PSD referiu ainda que desconhece qual o plano B do Governo e disse esperar que o primeiro-ministro venha em breve esclarecer essa matéria, recusando ainda a ideia que António Costa transmitiu de encarar as associações sindicais como "organizações criminosas".

 

"Não tem razão de ser, porque não tenho tal visão. Nunca tive e não creio que venha a ter", disse.

 

Sobre o facto de os 17 acusados no processo "Vistos Gold", entre os quais consta o ex-ministro Miguel Macedo, irem a julgamento, Passos Coelho disse apenas que vai "aguardar o decorrer normal da justiça".

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