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PCP desvaloriza défice como "critério absoluto" de decisões políticas

"Não pode ser o défice e metas impostos pela União Europeia que devem condicionar o prosseguimento deste caminho", insiste o deputado do PCP, Paulo Sá, defendendo a não submissão a tais critérios.

Vasco Neves/Correio da Manhã
Lusa 23 de Setembro de 2016 às 14:01
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O deputado do PCP Paulo Sá desvalorizou hoje os dados do défice do primeiro semestre revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), reiterando que as decisões políticas não devem submeter-se àquele "critério absoluto".

"O PCP entende que não pode ser o défice orçamental o critério absoluto de decisão política. O que é prioritário e relevante para o país é a procura de respostas para os problemas económicos e sociais do país, encontrar soluções para os portugueses e o prosseguimento da política de reposição de direitos e rendimentos", afirmou, em declarações aos jornalistas no parlamento.

O défice das administrações públicas foi de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre deste ano, uma diminuição face aos 4,6% registados no período homólogo, segundo o INE.

Apesar da redução homóloga verificada, o valor do défice até Junho, de 2,8% do PIB, está acima da meta do Governo para este ano, que é 2,2%, e está também ligeiramente acima da estimativa apresentada pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), cujo valor central era de 2,7% de défice na primeira metade do ano.

"Não pode ser o défice e metas impostos pela União Europeia que devem condicionar o prosseguimento deste caminho", insistiu, defendendo a não submissão a tais critérios, "em larga medida arbitrários e que são contrários ao interesse do desenvolvimento do país e, em cada momento, criam dificuldades ao prosseguimento das políticas de reposição de direitos e rendimentos".

O deputado do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) José Luís Ferreira congratulou-se com os dados divulgados sobre o défice do primeiro semestre pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), coincidentes com a devolução de rendimentos aos portugueses.

"Verdes" congratulam-se com devolução de rendimentos porque há mais mundo além do défice

O deputado do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) José Luís Ferreira congratulou-se com os dados divulgados sobre o défice, coincidentes com a devolução de rendimentos aos portugueses. Contudo, "Os Verdes" não encontram no défice um motivo ou questão essencial até porque há mais mundo para além dele".

"Mesmo àquelas pessoas que vivem obcecadas pelo défice, estes dados vêm mostrar que tinham razão as pessoas que reclamaram políticas alternativas às seguidas pelo Governo anterior PSD/CDS, que assentavam na austeridade", afirmou o parlamentar ecologista, em declarações aos jornalistas no parlamento.

"Com esta mudança, com a devolução de rendimentos, tinham razão os que reclamaram políticas alternativas ao longo dos últimos quatro anos", sublinhou.
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