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Parceiros sociais expectantes quanto ao encontro com Passos Coelho

As confederações patronais e as estruturas sindicais estão expectantes quanto ao encontro com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, em sede de concertação social para discutir o Orçamento do Estado para 2014, e aguardam propostas por parte do Governo.

Bruno Simão/Negócios
Lusa 13 de Novembro de 2013 às 11:14
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A reunião entre Passos Coelho e os parceiros sociais começou pelas 10:20, no Conselho Económico e Social (CES), em Lisboa, naquele que é o primeiro encontro do género para discutir o Orçamento do Estado.

 

À entrada deste encontro, o presidente da Confederação do Comercio e Serviços (CCP), João Vieira Lopes, disse esperar que esta reunião seja de negociação, "senão, é uma mera audição".

"Pensamos que é irrealista tentar ter um défice de 4% [em 2014], muito mais com a quebra de poder de compra das famílias. O Governo tem uma obrigação de negociar", considerou Vieira Lopes.

 

O presidente da CCP traz algumas propostas para colocar ao executivo, nomeadamente, o desagravamento do pagamento especial por conta e a distinção entre viaturas de serviço necessárias às empresas e outras menos necessárias, manifestando-se igualmente disponível para discutir o aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN).

 

"Se as centrais se pronunciarem estamos abertos a negociar e consideramos que tem uma vantagem ao nível do rendimento das famílias", declarou Vieira Lopes.

 

Também o presidente da Confederação da Indústria de Portugal (CIP/CEP), António Saraiva, revelou à entrada que, no que concerne ao aumento do SMN, actualmente nos 485 euros, "há sempre margem para negociar".

 

"Mantemo-nos coerentes; estamos disponíveis para discutir o SMN com uma política salarial mais ampla. Estamos disponíveis para isso", afiançou António Saraiva, que revelou ter uma "expectativa, isto é, que para esta reunião o Governo venha disponível para ouvir cada uma das partes".

 

"Faz sentido que assim seja, é a primeira vez que o primeiro-ministro vem discutir com os parceiros o Orçamento do Estado e não importa o valor das sugestões, mas a razoabilidade das mesmas", disse o presidente da confederação patronal.

 

A CIP vai propor ao Governo esta manhã a revisão do imposto aplicado sobre os carros de serviço das empresas que, no entender de António Saraiva, "tem um peso extraordinário que não faz sentido e que a descida do IRC não compensa".

 

Do lado das estruturas sindicais, Carlos Silva, da UGT, espera que este encontro com Passos Coelho "não seja apenas uma operação de marketing" e garantiu trazer para discussão o aumento do SMN.

 

"Vamos recolocar aqui na concertação social algumas das principais matérias e o SMN ocupa uma parte leão. Há aqui duas questões: se não é possível [entrar em vigor] a 01 de Janeiro de 2014, queremos ouvir se há uma questão de compromisso do Governo para aplicar esta subida a partir do momento que a troika vai embora, a partir de Junho", acentuou Carlos Silva.

 

Já o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, considerou que este encontro foi marcado "para servir de caixa-de-ressonância das decisões do Governo".

 

"Não trazemos grande esperança porque quer o primeiro-ministro, quer a ministra das Finanças, dizem que não há margem de manobra neste Orçamento do Estado", disse o sindicalista.

No entanto, Arménio Carlos vai insistir na subida do SMN para os 515 euros já a partir de Janeiro do próximo ano, uma subida que "já tarda".

 

Presentes no encontro estão também, além do chefe do Governo, o ministro da Economia, António Pires de Lima, e o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares.

 

 

 

 

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