Comissão de acompanhamento do PRR alerta para pressão sobre OE nos próximos anos
O PRR conta ainda com 37 investimentos em estado preocupante ou crítico, segundo um relatório da comissão.
A Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência avisou esta quarta-feira que os próximos Orçamentos do Estado vão estar sobre pressão devido aos investimentos do plano que têm de ser pagos e que tiveram o seu custo agravado.
"Há uma pressão sobre o Orçamento do Estado dos próximos anos particularmente intensa devido aos custos de operação de muitos investimentos concluídos e que agora têm de ser pagos", avisou o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (CNA-PRR), Pedro Dominguinhos, em resposta aos deputados, numa audição na comissão parlamentar de Economia.
O responsável pela CNA-PRR lembrou que a guerra provocou um aumento significativo dos custos, a que se soma a escassez de mão-de-obra, o que impede a concretização dos projetos em causa "em tempo útil". Assim, insistiu que existe "um risco financeiro" associado às despesas dos investimentos do PRR.
O PRR conta com 37 investimentos em estado preocupante ou crítico, como a habitação a custos acessíveis, segundo o último relatório da Comissão Nacional de Acompanhamento, divulgado no final de abril.
O sexto relatório de acompanhamento do PRR, que cobre o período entre junho de 2025 e março de 2026, analisou dados relativos a 127 investimentos.
Destes, 21 foram classificados como em estado "preocupante" e 16 em "crítico".
Já 34 estão "alinhados com o planeamento" e 20 receberam a avaliação "necessário acompanhamento".
Por sua vez, 23 investimentos estão concluídos, oito foram retirados e cinco não foram acompanhados.
O PRR pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.
Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.