Impostos Fábio Coentrão indiciado por fraude fiscal em Espanha

Fábio Coentrão indiciado por fraude fiscal em Espanha

Procuradoria considera haver "indícios de perpetração" de delitos de fraude fiscal por parte do jogador português e de Radamel Falcão. Ambos usaram uma sociedade de Jorge Mendes na Irlanda, escreve o El Mundo.
Fábio Coentrão indiciado por fraude fiscal em Espanha
Luís Manuel Neves
Negócios 16 de maio de 2017 às 12:50

Fábio Coentrão e Radamel Falcão estão indiciados por fraude fiscal em Espanha. Os dois jogadores têm em comum o facto de terem recorrido a triangulações de rendimentos através de paraísos fiscais e a Irlanda para se furtarem ao pagamento de impostos, e de terem usado a mesma sociedade irlandesa que outros jogadores do agente Jorge Mendes, avança esta terça-feira o El Mundo.

 

Segundo o jornal espanhol, que integrou a rede de órgãos de comunicação social que denunciaram o Football Leaks, Fábio Coentrão, jogador do Real Madrid, está acusado de defraudar o fisco espanhol em 1,29 milhões de euros através do recurso da sociedades do Panamá e da Irlanda. As suspeitas de fraude fiscal remontam aos exercícios de 2012, 2013 e 2014.
 

Segundo pormenoriza o El Pais, o jogador português terá simulado em 2011 ter cedido os seus direitos de imagem à sociedade Rodinn Company INC, domiciliada no Panamá, que, por seu turno, os cedeu à Multisports & Image Management Limited, domiciliada na Irlanda.

Quando foi contratado para jogar no Real Madrid, Fábio Coentrão terá mantido a estrutura societária com o objectivo de manter "opacas" as receitas sobre os seus direitos de imagem, descreve o El Pais a partir da acusação. 

Já Radamel Falcão terá desviado 5,6 milhões de euros dos cofres públicos, através do recurso a sociedades nas ilhas Virgens britânicas, Panamá e Irlanda nos anos de 2012 e 2013, quer enquanto jogador do Atlético de Madrid, quer pela sua participação na selecção colombiana, descreve o El Mundo, a partir da acusação da procuradoria de Madrid. 

Estes serão os primeiros resultados visíveis das denúncias feitas em Dezembro de 2016 pelo Consórcio Internacional de Jornalistas. Este consórcio, que em Portugal é integrado pelo Expresso e a TVI, teve acesso a uma bateria de documentos que revelam os esquemas que as estrelas do futebol montam para reduzir a sua factura fiscal. 

As notícias surgidas na altura eram pouco abonatórias para a reputação portugueses como Fábio Coentrão, Cristiano Ronaldo (que desmentiu as suspeitas de forma veemente), José Mourinho (que garantiu ter as contas em dia) e Jorge Mendes, embora a natureza criminal das técnicas usadas não fosse ainda clara.

As autoridades foram investigar e, para já, parece haver duas suspeitas confirmadas: Fábio Coentrão e Radamel Falcão. 




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