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Taxa de retenção mensal do IRS pode baixar em 2021

O Expresso avança que o Governo está a pensar baixar as taxas de retenção do IRS no próximo ano, mas não mexe nos escalões.

Os contribuintes já começaram a receber o reembolso de IRS, embora com um ligeiro atraso face ao passado.
Tiago Sousa Dias
Negócios 10 de Outubro de 2020 às 10:42
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A mexida nos escalões de IRS já tinha ficado para uma nova oportunidade. António Costa já tinha dito que não ia avançar no Orçamento do Estado para 2021.

Mas o Governo prepara-se para mexer novamente nas taxas de retenção em sede de IRS, que são aplicadas mensalmente aos salários dos trabalhadores. Poderão baixar, segundo avança o Expresso. O que significa que mensalmente cada trabalhador receberá mais no cheque do ordenado, mas o ajustamento no ano seguinte do IRS resultará em menos reembolso para os trabalhadores dependentes.

Já em 2020 houve alterações nas taxas de retenção mensais

Esta medida visa aumentar o rendimento disponível, que se junta com a já anunciada devolução do IVA para quem consuma em restaurantes e hotelaria e que, como o Público já tinha avançado, terá um impacto orçamental de cerca de 200 milhões de euros. 

Já antes, em entrevista ao Expresso, António Costa tinha revelado como "muito improvável" que no Orçamento para 2021 se procedesse à revisão dos escalões do IRS. "Seguramente, os orçamentos de 2022 e 2023 são outras oportunidades", disse, então.

A mudança das taxas de retenção é uma das medidas para 2021 que o Governo, segundo o Expresso, reservou sem ter revelado aos partidos da esquerda com quem tem vindo a negociar medidas orçamentais para viabilizar o documento na Assembleia da República.

O Orçamento do Estado para 2021 será entregue esta segunda-feira no Parlamento. Já se começam a conhecer algumas das medidas. Tal como o Negócios noticia, as empresas de maior dimensão que tiverem lucros e que despeçam ficarão proibidas de aceder a benefícios fiscais ao investimento. 

Está também prevista a criação de uma prestação social para garantir que as pessoas não ficam com um rendimento abaixo do limiar de pobreza (502 euros). Essse será também o valor referência para a subida do subsídio de desemprego.

E para os profissionais de saúde será criado o
 novo subsídio de risco, que será atribuído enquanto durar a pandemia.


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