Justiça Arresto de mais de 500 bens da família Espírito Santo incluiu casas de luxo, a capela e a Comporta

Arresto de mais de 500 bens da família Espírito Santo incluiu casas de luxo, a capela e a Comporta

A Polícia Judiciária arrestou mais de 500 bens de Ricardo Salgado e da família Espírito Santo, entre os quais moradias de luxo, empreendimentos turísticos, a Herdade da Comporta e até a capela junto à casa do ex-banqueiro, avança o Correio da Manhã.
Arresto de mais de 500 bens da família Espírito Santo incluiu casas de luxo, a capela e a Comporta
Pedro Elias
Negócios 20 de maio de 2015 às 11:44

O Gabinete de Recuperação de Activos da Polícia Judiciária apreendeu mais de 500 bens de Ricardo Salgado e da família Espírito Santo – muitos deles activos da Rioforte - para evitar a disseminação do património antes da conclusão das investigações do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).

 

Segundo avança o Correio da Manhã na edição desta quarta-feira, foram apreendidas várias residências na Quinta da Penha, parte do condomínio das residências do Estoril Palácio Hotel, casas na Quinta Patino e empreendimentos turísticos, como um resort em Portimão.

 

Além destes, foram ainda arrestados um prédio de apartamentos na Avenida da Liberdade, a Herdade da Comporta e a capela junto à casa de Ricardo Salgado.

 

De acordo com a mesma publicação, o ex-banqueiro foi surpreendido com o arresto de bens na passada sexta-feira, só tendo sido notificado após a concretização da diligência judicial.

 

Recorde-se que o Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) promoveu o arresto preventivo de bens imóveis e valores patrimoniais de outra natureza titulados por pessoas singulares e colectivas relacionadas com o denominado Universo Espírito Santo.

 

A ordem foi dada pelo juiz Carlos Alexandre, tendo sido executada na semana passada pelo Gabinete de Recuperação de Activos da Polícia Judiciária.

 

Num comunicado emitido na segunda-feira, 18 de Maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) explicou que o arresto preventivo de que foram alvo as pessoas e empresas do chamado Universo Espírito Santo " é uma medida de garantia patrimonial que visa impedir uma eventual dissipação de bens que ponha em causa, em caso de condenação, o pagamento de quaisquer quantias associadas à prática do crime, nomeadamente a indemnização de lesados ou a perda a favor do estado das vantagens obtidas com a actividade criminosa".




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