Yellen defende apoios a americanos que ganhem 60 mil dólares anuais
Os critérios de atribuição dos cheques de apoio às famílias no âmbito do pacote de 1,9 biliões de dólares não foram ainda definidos. A antiga presidente da Fed e atual secretária do Tesouro considera essencial apoiar a classe média.
Os trabalhadores norte-americanos que ganham 60 mil dólares anuais (cerca de 50 mil euros ao câmbio atual) devem receber os cheques com o apoio de 1.400 dólares previstos no pacote de 1,9 biliões de dólares de estímulos para a retoma da economia proposto pela Casa Branca, defendeu este domingo a secretária do Tesouro, Janet Yellen.
"Os pormenores específicos de como esses cheques serão atribuídos ainda estão por definir, mas as famílias da classe média em dificuldades precisam de ajuda", disse a antiga presidente da Reserva Federal (Fed) em entrevista à CNN.
A administração Biden manifestou disponibilidade para negociar quem será elegível para receber os cheques no valor de 1.400 dólares propostos, mas não adiantou qual o patamar de rendimentos que considera adequado para limitar os apoios.
"O Presidente Biden está disposto a trabalhar com o Congresso para definir o que é justo e certamente não quereria ver um agregado que ganhe mais de 300 mil dólares por ano receber estes apoios", acrescentou Yellen.
A responsável sublinhou que caso o Congresso aprove a "bazuca" de 1,9 biliões de dólares os Estados Unidos regressarão ao pleno emprego no próximo ano, caso contrário, advertiu, o desemprego vai continuar a arrastar-se durante anos.
O plano de Biden tem via aberta para a aprovação após a Câmara dos Representantes e o Senado terem aprovado, na semana passada, um plano orçamental que permite a aprovação pelo Senado de legislação de apoio económico face à pandemia com uma maioria de 51 votos em vez de 60. O Senado encontra-se dividido rigorosamente a meio com 50 senadores democratas e 50 republicanos, mas em caso de empate o voto decisivo será o da vice-presidente, Kamala Harris.