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Cameron em risco de perder apoio interno na questão síria

Depois de ontem, quarta feira, David Cameron ter confirmado que o Reino Unido iria apresentar uma resolução no Conselho de Segurança da ONU, que “autorize as medidas necessárias para proteger os civis” na Síria, hoje, quinta-feira, corre sérios riscos de perder o apoio interno, impedindo-o de avançar com o pretendido.

Toby Melville/Reuters
Jorge Garcia jorgegarcia@negocios.pt 29 de Agosto de 2013 às 15:42
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O primeiro-ministro inglês, David Cameron, está em risco de perder o apoio do Partido Trabalhista na questão da intervenção militar na Síria, com a oposição a exigir que existam certezas absolutas do uso de armas químicas por parte do regime sírio, antes do Governo britânico decidir avançar contra Bashar al-Assad, segundo noticia a Bloomberg.

 

Os legisladores em Londres estão a adoptar uma postura mais cautelosa, recusando passar por cima da Carta das Nações Unidas, que defende que entrar em guerra é ilegal, a não ser que um país se esteja a defender de uma agressão externa, ou que as Nações Unidas aprovem essa acção. Nesse caso, a resolução terá de ir a votos no Conselho de Segurança das Nações Unidas e passar por maioria, sendo que cinco dos 15 países têm o direito de veto. Posteriormente, é definido o tipo de acção militar que será levada a cabo.

 

David Cameron não está de acordo com esta posição, afirmando que as evidências apontam para o uso de armas químicas no ataque do passado dia 21 de Agosto, nos arredores de Damasco, pelas tropas fiéis ao presidente sírio, Bashar al-Assad.

 

Também o Partido Trabalhista está a pressionar o Governo, através da elaboração de uma proposta, que deverá ser levada ao Parlamento, cujo conteúdo requer “evidências convincentes” de que Assad é o culpado, antes de qualquer acção militar ser tomada. Ed Miliband, líder dos trabalhistas, afirmou que Cameron não pode decidir sobre aquilo que apelida de “calendário artificial”.

 

Face a esta perda de apoio interno, David Cameron optou, ontem à noite, quarta-feira, por recuar, preferindo esperar pelo relatório das Nações Unidas, antes de procurar o apoio dos legisladores para uma intervenção militar na Síria.

 

Caso os membros do Parlamento Conservadores e Liberais Democratas decidam enfrentar Cameron, este terá de batalhar muito para obter uma vitória ainda hoje, quinta-feira. “Vão existir muitas objecções orais, mas não por voto. Caso se perceba que a questão foi levantada pelos Trabalhistas só para embaraçar o Governo, isso irá levar os Tories a apoiar Cameron”, afirmou Philip Cowley, professor da Universidade de Nottingham, e entendido em rebeliões parlamentares.

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