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China altera novamente política de natalidade: famílias podem ter até três filhos

A acentuada queda no número de nascimentos no país mais populoso do mundo levou o Governo chinês a uma nova alteração à política de natalidade.

Thomas Peter/Reuters
Cátia Rocha catiarocha@negocios.pt 31 de Maio de 2021 às 10:36
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A China anunciou esta segunda-feira que os casais poderão passar a ter três filhos, alterando a política de natalidade em vigor até aqui, que só permitia dois filhos por casal. A alteração é motivada pela queda acentuada no número de nascimentos no país.

Esta alteração chega cinco anos depois da viragem nas políticas de natalidade chinesas; em 2016, o país pôs fim à política do filho único, que vigorou durante várias décadas, desde o final dos anos 70. Há já alguns anos que o número de novos nascimentos tem vindo a cair no país mais populoso do mundo: meia década depois do fim da política do filho único, os números de nascimentos continuam aquém do esperado, muito devido aos custos elevados.

"Para otimizar as políticas de natalidade, será implementada uma política de três filhos por cada casal casado", indica a agência estatal Xinhua. Esta alteração chegará acompanhada de "medidas de apoio", que permitirão "melhorar a estrutura populacional do país, cumprindo com a estratégia para lidar de forma ativa com uma população a envelhecer", continua a agência.

No entanto, de acordo com a Reuters, as medidas adicionais para enfrentar os custos de famílias de maiores dimensões não foram especificadas. Os custos de habitação, atividades extracurriculares, alimentação e todas as despesas inerentes a mais filhos estarão a travar o crescimento das famílias - e nem tanto as políticas de número de filhos ditadas pelo Governo de Xi Jinping.

Até aqui, quem tivesse um terceiro filho arriscava uma multa de 130 mil yuan, cerca de 16.748 euros.

Os dados dos censos na China, divulgados este mês, mostraram um crescimento da população de 5,38%, para 1,41 mil milhões de pessoas - a menor subida desde o início dos censos, em 1953. Os números ficaram aquém da meta traçada em 2016, quando o limite de filhos foi aumentado: nessa altura, era esperado que em 2020 a população aumentasse para 1,42 mil milhões.
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