Mundo Nasa escolhe nove empresas para programa lunar de 2,6 mil milhões

Nasa escolhe nove empresas para programa lunar de 2,6 mil milhões

Ainda falta perceber qual é a procura comercial. A Nasa prevê presença humana intermitente na Lua dentro de uma década.
Bloomberg 09 de dezembro de 2018 às 10:00

Na tentativa de levar os americanos de volta à Lua através da iniciativa privada, a Nasa está a separar um orçamento de até 2,6 mil milhões de dólares para a próxima década destinado ao transporte de cargas úteis por empresas comerciais. A agência seleccionou nove empresas americanas que poderão apresentar as ofertas iniciais.

 

A Nasa afirma que os seus planos para a Lua são viáveis porque a agência será cliente de múltiplas capacidades que as empresas comerciais desejarão explorar: a capacidade de transportar cargas úteis de diversos tamanhos para a Lua e de realizar estudos de microgravidade. O administrador da Nasa, Jim Bridenstine, revelou os contratos de serviços comerciais de carga útil lunar como parte da iniciativa do governo Trump para incentivar um investimento comercial maior na exploração espacial.

 

"Queremos estar entre os muitos clientes de um mercado robusto entre a Terra e a Lua e queremos vários fornecedores a competir em termos de custo e inovação para que nós, da Nasa, possamos fazer mais do que jamais conseguimos fazer", afirmou Bridenstine.

 

A questão em aberto, é claro, é quanta procura comercial haverá pelo acesso à Lua. Até hoje, apenas estados-nações montaram os programas extremamente caros necessários para orbitar ou pousar lá. (A China alunizou a sua primeira missão em 2013.)

 

A Nasa procura o caminho duplo de construir uma plataforma orbital lunar e devolver os astronautas à Lua em meados da década de 2020, tudo isto com o objectivo futuro de enviar humanos a Marte. A diferença entre esta missão lunar e o programa anterior da Nasa, o Apollo, no entanto, será estabelecer uma presença permanente de pesquisa no espaço profundo. O programa Apollo terminou em Dezembro de 1972.

 

A agência espacial prevê presença humana intermitente na Lua dentro de uma década, que se unirá aos aterrissadores e rovers que lá trabalharão, disse Bridenstine, citando o plano para uma "arquitectura aberta" que permitiria um ecossistema sustentado entre a Terra, a Lua e um portal de entrada lunar planeado para orbitar a Lua.

 

Não está claro de onde virá o financiamento para esta visão da nova era espacial dos EUA. O orçamento anual actual da Nasa, de 20 mil milhões de dólares, pode ser insuficiente para respaldar o trabalho necessário para missões humanas para a Lua e para Marte.

 

Entre as nove escolhas da Nasa, a maioria delas pequenas start-ups, há uma enorme prestadora de serviços de defesa, a Lockheed Martin. As empresas estão entre as primeiras empresas qualificadas para apresentar ofertas para contratos com a Nasa com o objectivo de oferecer serviços de lançamento e pouso, integração de carga útil e outros instrumentos para pesquisa lunar. As primeiras missões poderão ir ao espaço no próximo ano, segundo a Nasa.

Lista completa das empresas seleccionadas:

Astrobotic Technology: Pittsburgh;
Deep Space Systems: Littleton, Colorado;
Draper: Cambridge, Massachusetts;
Firefly Aerospace: Cedar Park, Texas;
Intuitive Machines: Houston;
Lockheed Martin Space: Littleton, Colorado;
Masten Space Systems: Mojave, Califórnia;
Moon Express: Cabo Canaveral, Flórida;
Orbit Beyond: Edison, Nova Jersey




Marketing Automation certified by E-GOI