Galp sobe quase 3% mas não impede perdas na bolsa de Lisboa
Num dia maioritariamente negativo para a Europa, a petrolífera liderou os ganhos. Contudo, a queda de pesos pesados como o BCP ou a Jerónimo Martins colocou o índice no vermelho.
- 1
- ...
A bolsa de Lisboa fechou em baixa moderada esta quinta-feira, numa sessão em que a maioria das congéneres europeias desceu, pressionadas por alguns resultados empresariais negativos.
O índice de referência nacional, o PSI, desceu 0,22% para 8.644,48 pontos, com 10 dos seus 16 títulos no vermelho, interrompendo três sessões de subidas.
O peso pesado BCP pressionou o índice, com uma queda de 1,31% para 0,9012 euros, no dia em que foi ao mercado para emitir 500 milhões em dívida, com um cupão de 3,25%.
A Jerónimo Martins também penalizou o PSI, com uma queda de 1,18% para 20,12 euros, sendo acompanhada nas quedas pelas cotadas do grupo EDP: a casa-mãe desceu 0,64% para 4,321 euros e a subsidiária EDPR caiu 0,39% para 12,73 euros.
Na quarta-feira, a EDP foi também ao mercado de dívida, arrecadando 650 milhões em obrigações a seis anos com um cupão de 3,25%.
Já a Galp travou maiores perdas para o índice, suportada pela subida dos preços do petróleo, com o Brent atingir máximos de seis meses, o que está a beneficiar as cotadas do setor. A petrolífera nacional ganhou 2,81% para 16,85 euros.
A Mota-Engil seguiu-se na tabela de ganhos, interrompendo a fase negativa recente, com uma valorização de 1,37% para 4,438 euros. O grupo português já assinou o contrato para a construção e concessão do túnel Santos-Guarujá, num investimento de 1,2 mil milhões de euros, que vai elevar a sua carteira de encomendas atual no Brasil para os 2,2 mil milhões.
Mais lidas