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De Guindos não vê necessidade de BCE reforçar estímulos neste momento

O vice-presidente do banco central não considera que seja necessário um aumento do montante destinado aos programas de compra de ativos em vigor, para já, uma vez que ainda há muito dinheiro disponível no envelope.

Luis de Guindos
reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 01 de Outubro de 2020 às 12:49
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O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, não considera que seja necessário reforçar os atuais programas de compra de ativos em vigor, nomeadamente o PEPP (Programa de Compras de Emergência Pandémica), uma vez que ainda existem muitas notas para gastar.

Numa entrevista à MNI - Market News, publicada também no site do banco central, o economista espanhol refere que "não é necessário para nós [BCE] tomar esse passo imediatamente", referindo-se ao aumento do atual programa de emergência pandémica. 

"Neste momento não estamos a ter essa discussão. Ela virá, mas quando exatamente vai depender da evolução da pandemia, da evolução da economia, das projeções, da inflação, e da situação dos mercados financeiros", adianta de Guindos, acrescentando que "se for necessário, nós podemos ajustar e recalibrar o programa".

A discussão sobre quando e se o banco central deverá aumentar os seus programas atuais tem crescido de tom desde a última reunião de política monetária de setembro. Christine Lagarde, a líder da instituição, optou por manter os programas inalterados e vários analistas consideram que haverá reforços até ao final do ano.

O Morgan Stanley, por exemplo, considera que o BCE vai aumentar o montante destinado a esse programa já até dezembro deste ano, antecipando a sua expectativa inicial que apontava para um reforço só em março do próximo ano.   

Atualmente, o PEPP está avaliado em 1,35 biliões de euros, com Lagarde a fazer compras mensais médias de cerca de 21 milhões de euros em ativos.
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