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Fed terá de subir juros até 4% a 5% para travar inflação, defende Rogoff

O antigo economista-chefe do FMI considera que subir as taxas de juro para 2% ou 3% será insuficiente para baixar a inflação para níveis suportáveis.

Bloomberg
03 de Maio de 2022 às 14:46

A Reserva Federal (Fed) norte-americana será forçada a subir as taxas de juro de referência para 4 ou mesmo 5% para aliviar as pressões da inflação, que está nos níveis mais altos em quatro décadas, considera o antigo economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kenneth Rogoff.

Em entrevista à Bloomberg TV, Rogoff considera que o mundo está a enfrentar uma "tempestade perfeita" com potenciais recessões nos EUA, UE e China.

Para Rogoff, a ideia de que subir as taxas de juro apenas para 2 a 3% para abrandar a escalada da inflação "é muito improvável". "Acho que a Fed terá de subir as taxas de juro para 4 ou 5% para trazer a inflação para 2,5 a 3%", argumentou o professor da Universidade de Harvard.

"Existe muita incerteza. Não vou dizer exatamente o que é preciso fazer. Mas é claro que as coisas estão completamente fora de controlo", reforçou.

As declarações de Rogoff surgem na véspera da reunião da Fed em que é esperado que a instituição liderada por Jerome Powell suba as taxas de referência em 50 pontos base e sinalize um roteiro para elevar as taxas de juro até cerca de 2,5% no final do ano.

O economista traça um cenário de "riscos de uma tempestade perfeita" de recessões com a economia europeia a contrair devido à guerra na Ucrânia, a China a entrar em recessão devido "às políticas falhadas de confinamento devido à pandemia" e a economia dos EUA a encolher por causa da Fed "apertar demasiado e demasiado depressa" a sua política monetária.

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