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Lagarde diz ser fundamental que o Fundo de Recuperação seja aprovado

A presidente do Banco Central Europeu diz que um entendimento entre os líderes dos países europeus, na cimeira europeia que começa amanhã, é fundamental. Lagarde adianta estar a contar com a aprovação do plano desenhado.

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Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 16 de Julho de 2020 às 14:42
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A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, voltou a reforçar a importância de uma cooperação entre os líderes europeus, antevendo uma aprovação do Plano de Recuperação, que será votado entre amanhã e sábado na cimeira do Conselho Europeu.

Numa conferência de imprensa após a reunião de política monetária de julho, Lagarde falou aos jornalistas num tom reticente, devido à incerteza económica que se antevê para os próximos meses. Sobre a cimeira dos próximos dias 17 e 18 de julho, a presidente da entidade europeia sublinhou a importância da aprovação do plano. 

Os líderes dos 27 Estados-membros da UE vão reunir-se em cimeira, presencialmente em Bruxelas, para tentar chegar a um acordo sobre o próximo Quadro Financeiro Plurianual, o orçamento da UE para 2021-2027 (revisto recentemente para 1,07 biliões de euros), e o Fundo de Recuperação económica pós-pandemia (de 750 mil milhões euros) que lhe está associado.

Lagarde falou ainda nos indicadores económicos mais recentes, que deram sinais de retoma ligeira em maio e junho, e que até poderão melhorar no terceiro trimestre, mas ainda muito longe dos níveis anteriores à atual pandemia. Assim sendo, os próximos tempos continuam incertos, devido à incapacidade de prever o impacto e a durabilidade da atual crise.


Estimou que a inflação comece a subir apenas no início do próximo ano, mas antes disso ainda vai cair para níveis inferiores nos próximos meses. 

"São esperadas perdas reais de emprego e rendimentos e a incerteza excecionalmente elevada sobre a evolução da pandemia, continuam a pesar no sentimento e nos gastos dos consumidores e investimentos empresariais ", adianta Lagarde, concluindo que continua a ser necessário "um largo estímulo monetário". 



Apoios mantidos
Na reunião de política monetária de hoje, o BCE optou por não reforçar o seu Programa de Compra de Emergência Pandémica (PEPP), atualmente fixado nos 1,35 biliões de euros, indo ao encontro daquilo que estava a ser antecipado pelos mercados. Para além disso, manteve também as taxas de juro diretoras em mínimos históricos (-0,5%) e os apoios ao financiamento dos bancos da região. 

Na conferência de imprensa, Lagarde diz que o BCE irá usar todo o montante inscrito no envelope do PEPP, "a menos que surjam surpresas significativas". 

Em paralelo com o PEPP, o BCE continua com o seu programa base de compra de dívida no ativo (APP), iniciado no reinado de Mario Draghi. À luz deste "asset purchase programme" (APP, na sigla em inglês) o banco compromete-se a continuar a comprar 20 mil milhões de euros em ativos, de forma mensal. 


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