Política A um ano das eleições socialistas distribuem elogios e pedem mais votos

Ao Minuto A um ano das eleições socialistas distribuem elogios e pedem mais votos

Já terminaram os trabalhos do segundo dia do 22.º Congresso do PS. Veja aqui o filme do dia.

26 de maio de 2018 às 22:13
O que ficou do segundo dia do 22.º Congresso do PS

Terminou o segundo dia de trabalhos dos congressistas socialistas que se encontram reunidos na Batalha desde sexta-feira. Depois da abertura do secretário-geral e antes do encerramento que António Costa fará este domingo, os socialistas não deixaram de mostrar divergências mas, feitas as contas, acabaram a concordar no essencial: distribuíram elogios à governação socialista destes dois anos e meio de legislatura e pediram o reforço de votos no partido nas eleições de 2019.

Em síntese, foram estas as ideias-chave deste sábado:

- Enquanto uns preferiram elogiar a solução governativa chamada geringonça (Pedro Nuno Santos, Manuel Alegre, entre outros), outros (como Francisco Assis) preferiram salientar o bom trabalho do primeiro-ministro António Costa. Comum a todos foram as loas aos resultados alcançados pelo Governo do PS;

- Manuel Alegre, Vasco Cordeiro e Ascenso Simões pediram uma maioria absoluta para o PS nas legislativas do próximo ano. Pedro Nuno Santos, Mourinho Félix ou Carlos César, embora com formulações ligeiramente diferentes, apelaram a uma grande vitória nas eleições de 2019. E Francisco Assis reconheceu que atingir a maioria absoluta é difícil porque dificultada pelo sistema eleitoral. Mas todos coincidiram na vontade de uma clara vitória legislativa do PS, dez anos depois da última;

- Consensual, ou quase, foi o apoio à proposta do PS para a legalização da morte medicamente assistida, que será votada no Parlamento já na próxima terça-feira;

- No meio dos elogios à governação e a Costa, sobressaiu o ausente mais presente neste Congresso, que não foi José Sócrates mas Mário Centeno. Manuel Alegre foi um dos que teceu rasgados elogios ao ministro das Finanças, que lembrou os Lusíadas para dizer que muitos "ressentidos" têm "inveja" de Centeno;

- Foram "poucos mas bons" a falar de corrupção, embora sem dizer muito. Manuel Alegre e Ferro Rodrigues pediram um combate sem tréguas à corrupção, até como forma de conter o avanço de fenómenos populistas. Para evitar o mesmo mal, Carlos César apelou à transparência na vida pública. Porém, ninguém assumiu propostas concretas para combater a corrupção. Com dureza, a eurodeputada Ana Gomes garantiu que "não vale a pena varrer para baixo do tapete o que nos envergonha";

- Antecipava-se um confronto ideológico entre uma tendência mais à esquerda e uma dita ala mais moderada. E apesar de António Costa ter tentado esvaziar esse debate dizendo que o PS está onde sempre esteve, Pedro Nuno Santos e Santos Silva não deixaram de esgrimir argumentos. No final, à parte as discordâncias entre "costistas" sobre aliados preferenciais ou uma afirmação mais à esquerda ou ao centro, ficou a concordância sobre o socialismo democrático do PS, como sintetizou o "segurista" Álvaro Beleza;

- Paulo Cafôfo anunciou que será candidato à presidências do governo regional da Madeira nas eleições de 2019. Era um anúncio há muito esperado que foi formalmente anunciado.

26 de maio de 2018 às 22:12
Ana Catarina Mendes lidera lista de António Costa para a Comissão Nacional do PS
Ana Catarina Mendes lidera lista de António Costa para a Comissão Nacional do PS

A secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, vai encabeçar a lista do líder socialista, António Costa, para a Comissão Nacional do partido, na qual as mulheres representam cerca de 37% do total de membros.

Na Comissão Nacional do PS, o órgão máximo socialista entre congressos e que é constituído por 251 elementos efetivos, o presidente, Carlos César, e o secretário-geral socialista têm inerência.

Segundo fonte oficial dos socialistas, após o nome de Ana Catarina Mendes, segue-se na lista proposta por António Costa um representante a indicar pela estrutura dos Açores e outro da Madeira.

Após o segundo e terceiros lugares das regiões autónomas, cada uma das federações do território continental designa um elemento, sendo aplicado o critério da ordem alfabética. Ou seja, começa-se Algarve e termina-se na de Viseu.

Em relação ao conjunto de nomes de candidatos à Comissão Nacional, mas também às comissões de Fiscalização Económica e Financeira e de Jurisdição - dois órgãos nacionais que também serão votados no domingo de manhã -, a percentagem de mulheres no conjunto destas três listas a apresentar por António Costa vai atingir os 40%.

Para a Comissão Nacional, a lista de António Costa vai enfrentar uma outra apresentada pelo dirigente socialista Daniel Adrião, que em 2016 alcançou 8% dos votos dos delegados.

 

26 de maio de 2018 às 20:58
Ana Gomes admite erros no PS por partido "baixar exigências éticas"  
Ana Gomes admite erros no PS por partido

A eurodeputada Ana Gomes avisou hoje, no congresso do PS, que "não vale varrer para debaixo do tapete" o que pode envergonhar e admitiu que o partido errou ao "baixar exigências éticas".

"Não vale a pena varrer para debaixo do tapete o que do passado pode envergonhar a credibilidade do PS, partido de gente séria e trabalhadora, só se reforça quando assume erros", avisou, num discurso aplaudido pelos delegados ao 22.º Congresso Nacional do PS na Batalha, no distrito de Leiria.

E quanto ao passado, que inclui o mandato de José Sócrates, o antigo primeiro-ministro envolvido no Processo Marquês, acusado de corrupção passiva, nome que nunca pronunciou na tribuna, Ana Gomes admitiu os erros.

"Errámos ao baixar exigências éticas, errámos deixando que o ‘pântano’, rejeitado por António Guterres em 2002, atolasse o país com a captura do Estado por cidadãos que se sentiam donos de tudo isto", afirmou, numa referência indirecta ao processo do BES.

Para a eurodeputada, o ‘pântano’ "era, é o conluio do centrão, que produziu rendas excessivas nas PPP [Parcerias Público-Privadas], biliões em empréstimos incobráveis, privatizações que hoje dão ao PC [Partido Comunista], não ao nosso, ao chinês, e a interesses privados o controlo de setores vitais" da economia portuguesa.

26 de maio de 2018 às 20:56
Secretário-geral eleito com eleições directas abertas a simpatizantes

O Público noticia que a eleição do líder socialista passará a decorrer através de eleições directas abertas a militantes e simpatizantes, desde que inscritos no partido pelo menos seis meses antes do acto eleitoral.

O diário escreve que esta alteração consta da proposta final de alteração dos Estatutos que será votada este domingo.

26 de maio de 2018 às 20:00
SDP: Mostrem a Merkel como se reergueram depois da 'troika'
SDP: Mostrem a Merkel como se reergueram depois da 'troika'

O líder do grupo dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu, Udo Bullmann, membro do partido social-democrata alemão (SPD), encorajou o PS a mostrar à chanceler alemã, Angela Merkel, como Portugal se reergueu depois da 'troika'.

Perante o Congresso do PS, reunido na Batalha, distrito de Leiria, Udo Budmann declarou: "Podem dizer-lhe, senhora Merkel, se quiser ver como é que um país pode reerguer-se depois da 'troika', olhe para António Costa e olhe para o Partido Socialista português".

"E podem dizer à senhora Merkel: não o repita, livre-se desta porcaria de metodologia da 'troika' e abra caminho a uma nova Europa de solidariedade", acrescentou.

Convidado a intervir no 22.º Congresso do PS, Udo Bullmann foi apresentado pelo presidente da Mesa como "militante do PSD", um lapso logo corrigido por Carlos César: "Perdão, do SPD, que é um PSD muito melhor do que o de cá".

Na sua intervenção, em inglês, o eurodeputado alemão felicitou e agradeceu ao secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, pela "linha política progressista" com que "liderou o seu Governo para fora da austeridade, para fora da pressão para matar o seu próprio povo".

"O Governo socialista suportado por uma aliança de esquerda conseguiu virar a página. Protegeram os rendimentos das famílias, lutaram pelos direitos sociais e têm reparado o que foi destruído pelo anterior Governo de direita e de forma muito pró-europeia", elogiou.

Segundo o líder parlamentar da Aliança Progressista dos Socialistas e Democrata no Parlamento Europeu, António Costa mostrou que os valores desta família política contam e deu um sinal para toda a Europa.

"Obrigada, António, obrigada por isso, camarada", disse-lhe.

Foi neste contexto que Udo Bullmann se referiu à visita da chanceler da Alemanha a Portugal, agendada para 30 e 31 de maio: "A propósito, caros camaradas, ouvi dizer que a senhora Merkel vem ver-vos. Os meus melhores cumprimentos".

Udo Bullmann subscreveu as críticas do PS à proposta de orçamento europeu da Comissão Europeia e apelou a uma mobilização conjunta para as eleições de 2019 para o Parlamento Europeu.

"Estou aqui, António, meus amigos, para reafirmar que a nossa família socialista vai continuar a lutar para controlar as forças de mercado e que nós vamos lutar pelo futuro do Estado social. Esta é a vossa luta e é a nossa luta", afirmou.

O eurodeputado rejeitou a ideia de que a social-democracia europeia está em crise ou morta: "Não acreditem, estamos muito vivos, se calhar estamos mais vivos do que alguma vez estivemos".

26 de maio de 2018 às 19:59
Marcelo considera que"força e vitalidade dos partidos é força e vitalidade da democracia"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que a "força e vitalidade dos partidos é força e vitalidade da democracia" e que irá receber os eleitos no congresso do PS na segunda-feira "ao começo da tarde".

"O Presidente da República não se pronuncia sobre congressos, a não ser desejar que corram muito bem", indicou o chefe de Estado, notando que "tudo o que seja força e vitalidade dos partidos é força e vitalidade da democracia".

Cabe ao chefe de Estado esperar pelos eleitos no congresso e "receber a delegação dos eleitos, como é já da praxe, na segunda-feira, ao começo da tarde".

26 de maio de 2018 às 19:05
Cafôfo anuncia candidatura à presidência do governo regional da Madeira

O actual presidente da câmara do Funchal confirmou uma expectativa que perdurava já há longos meses: será o candidato do PS à presidência do governo regional da Madeira.

Paulo Cafôfo mostrou convicção nas possibilidades de vitórias nas eleições para a região autónoma que decorrem no próximo ano. Cafôfo virou-se para António Costa e disse que pretende fazer dele o primeiro secretário-geral a vencer umas eleições regionais na Madeira.  


"Estamos preparados", garantiu.

26 de maio de 2018 às 18:53
Assis não se desiludiu nem com a geringonça nem com Costa
Assis não se desiludiu nem com a geringonça nem com Costa

O eurodeputado Francisco Assis, possivelmente o principal crítico socialista da solução governativa protagonizada por António Costa, garantiu que não se desiludiu com a geringonça nem com o primeiro-ministro, porque a primeira é uma "má solução" e o segundo "um bom" chefe de Governo.

Assis reconheceu que algumas das reticências em relação a esta solução de Governo "não se verificaram", algo que atribui "à capacidade de liderança exibida pelo líder do PS e primeiro-ministro".

Já sobre o futuro, o ex-candidato a líder do partido reiterou os dois objectivos que o PS deve ter para 2019: voltar a ser o partido com maior representação no Parlamento e governar sozinho. Para governar sozinho, Assis defende uma negociação quer à esquerda quer à direita, tal como o partido fez "no passado.

Apesar de surgir em contraposição à sensibilidade que é actualmente maioritário no partido, a intervenção de Assis foi das mais aplaudidas.

26 de maio de 2018 às 18:19
Pedro Nuno Santos confiante que vai conseguir acordo com parceiros para ter "um bom orçamento"

Pedro Nuno Santos, secretário de Estado para os Assuntos Parlamentos, foi muito ovacionado na sua intervenção no 22.º Congresso.

Entrevistado pela RTP após essa intervenção, Paulo Nuno Santos admitiu satisfação por "sentir que o partido partilha a mesma visão e as mesmas ideias que eu".

E reafirmou à RTP que quer "um partido que não se esqueça que há uma massa muito grande de portugueses que vivem com dificuldade", e esse esquecimento penalizou muitos dos partidos socialistas na Europa, que "entenderam que tinham esse eleitorado no bolso". Por isso deixa não o recado, salienta, mas o desafio: "Nunca devemos deixar de falar para esta grande maioria".


Numa altura em que se aproximam as negociações com os parceiros à esquerda para negociar o Orçamento do Estado para 2019, Pedro Nuno Santos diz acreditar que será conseguido. E para si é só à esquerda que deve ser negociado, já que entende que em orçamentos não se deve oscilar parceiros.

"Não há umas vezes com uns e outras vezes com outros". Para Pedro Nuno Santos, o PS "deve ter parceiros privilegiados", que tenham "uma mundividência próxima da nossa". O que, acrescentou, "não quer dizer que não façamos acordos com outros". E salientou, aliás, os acordos feitos com o PSD sobre descentralização e fundos para próximo quadro comunitário. Acordos, salientou, que já estavam a ser negociados com o PSD de Passos Coelho. 

Mas o orçamento é para ser negociado com a esquerda. Negociações, assume, que "são sempre difíceis e exigentes. É um exercício de paciência, trabalho e dedicação", e que acredita: "temos todos vontade de trabalhar em conjunto para termos mais um bom orçamento e vamos ter". Um orçamento construído em conjunto. "Era só o que faltava que estivéssemos à espera que os parceiros passassem cheques em branco ao PS. Tentamos encontrar posições que sejam confortáveis a todos", sem acrescentou anular os próprios parceiros como diz que acontece com o CDS quando se liga ao PSD. "PCP, Bloco e Verdes não se tiveram de anular na maioria. Isso é bom para a democracia".

Quanto às eleições de 2019, Pedro Nuno Santos admitiu à SIC ser cedo para antecipar, dizendo apenas que "quero que o PS tenha o melhor resultado possível", mas "não se pode esquecer daqueles que precisam de um Estado forte".

26 de maio de 2018 às 17:55
Mourinho Félix diz que o diabo não veio porque foi embora

O secretário de Estado Adjunto e das Finanças recorreu uma metáfora de Passos Coelho para, em simultâneo, criticar a direita e elogiar a acção do Governo socialista.

"A direita dizia que vinha aí o diabo, mas não veio. Aliás, [não veio] porque o diabo já lá estava", disse notando que essa presença se fazia sentir na pesada herança deixada pelo Governo PSD-CDS, designadamente em questões como o Banif, uma Caixa Geral de Depósitos "descapitalizada", cortes nas pensões e salários, a sobretaxa do IRS que "eliminámos mantendo contas públicas equilibradas".

"A todos esses demónios soubemos dar resposta", atirou Mourinho Félix, destacando ainda o reconhecimento, por parte de investidores e dos parceiros europeus, do trabalho feito pelo ministro Mário Centeno, que chegou à liderança do Eurogrupo devido aos feitos deste Governo.

O governante terminou o discurso a pedir uma vitória robusta nas europeias de 2019 e uma "maioria sólida para continuar a governar Portugal" nas legislativas do próximo ano.

26 de maio de 2018 às 17:50
Daniel Adrião apresenta lista à Comissão Nacional

Daniel Adrião, o candidato derrotado nas eleições diretas no PS, vai apresentar uma lista à Comissão Nacional do partido, disse o próprio à Lusa.

Será o próprio Daniel Adrião, que obteve 4% nas directas frente ao secretário-geral socialista, António Costa, a encabeçar a lista.

O prazo para a entrega das listas termina às 19:00, de acordo com o programa do congresso.

26 de maio de 2018 às 17:45
Medina defende que o PS deve "saber onde procurar alianças"

O presidente da autarquia lisboeta interveio para fazer uma apologia do "fazer", Fernando Medina defendeu que tão ou mais relevante que as discussões ideológicas o importante é a capacidade de acção, em especial num partido "reformista" como o PS, porque um "ideário sem acção é um vazio".

A realização desse ideário decorre do "realismo e noção de que somos um partido de Governo", sustentou criticando as forças políticas que privilegiam a crítica estéril: "não somos um partido da proclamação retórica".

Medina terminou dizendo que o PS deve "saber procurar alianças", ele que governa Lisboa com o BE como aliado.

26 de maio de 2018 às 17:34
Duarte Cordeiro garante que o PS não está dependente de qualquer entendimento

O número dois da câmara de Lisboa e segundo subscritor da moção trazida ao Congresso por Pedro Nuno Santos assegura que o PS "não depende de qualquer entendimento", nem à esquerda nem à direita.

Respondendo a Santos Silva que avisou para os riscos de o PS ficar perder autonomia se ficar dependente dos parceiros da esquerda. Duarte Cordeiro defende que o importante é "manter o rumo" que permitiu os sucessos da actual governação.

"O programa do PS é não fechar a porta ao diálogo com os outros partidos", prossegue Duarte Cordeiro que deixa também ele um aviso: "o eleitorado que apoia esta solução de Governo vai continuar a apoiar um PS que dialogue com os parceiros da esquerda e penalizar quem feche essa porta".

26 de maio de 2018 às 17:32
Alegre pede geringonça mesmo com maioria absoluta
Alegre pede geringonça mesmo com maioria absoluta

Manuel Alegre opôs-se depois a acordos com a direita porque se o PS deixar de "representar os eleitores à esquerda" corre um "risco de morte". Uma solução de bloco central "empobrece" o regime democrático, acrescentou e deixaria o PS "sequestrado".

E considerando que nem o PS nem o Governo estão a ser manietados pela geringonça, defendeu que esta solução governativa seja repetida mesmo que os socialistas conquistem a maioria absoluta nas legislativas de 2019.

Alegre juntou-se a Ascenso Simões e a Vasco Cordeiro defendendo que o PS "não deve ter medo de pedir" a maioria absoluta. Já António Costa tem dito que as maiorias absolutas não se pedem, conquistam-se.

26 de maio de 2018 às 17:19
Cravinho acredita que solução governativa com acordos vai manter-se

João Cravinho, ex-ministro socialista,em declarações à SIC considerou que a solução governativa encontrada pelo PS "não é um episódio momentâneo nem um expediente", realçando contar "com eles para a próxima legislação".

Cravinho diz mesmo ter a certeza que "vai suceder uma nova geringonça, diferente da actual", mesmo que haja nas eleições uma maioria absoluta. É que "representa a diferença entre as abordagens ditadas entre estado de necessidade e tentativa de encontrar soluções a qualquer custo de outras abordagens ditadas pelo sentido de responsabilidade, que é partilhada, em muitos casos, por partidos à nossa esquerda".

É o que diz ser uma originalidade europeia, com "uma visão da política assente em diálogos".

Apesar de José Sócrates se ter afastado do PS, o congresso tem a sua figura na mente. João Cravinho deixou claro que considera um "erro grave a judicialização da moral e da ética". Isto para dizer que "temos já elementos suficientes para fazer um juízo ético e moral sobre certos aspectos. Não estamos a fazer juízo final do homem. Estamos a ter uma ideia ética e moral se determinados comportamentos forem errados".

26 de maio de 2018 às 17:13
Alegre alerta para os perigos da corrupção e do populismo

Seguindo uma tradição dos congressos do PS, o histórico socialista Manuel Alegre arrebatou fortes aplausos dos congressistas presentes. O antigo deputado notou que a situação em Espanha, a que acresce um governo anti-sistema e populista na Catalunha, são perigos a que Portugal e o sistema político luso não estão imunes.

Manuel Alegre fez questão de elogiar Pedro Nuno Santos, visto por muitos como a cara da ala esquerda do PS. Lembrando que o governante tem defendido que foi o facto de o PS ter voltado a olhar para um eleitorado muitas vezes negligenciado (classe-média baixa e trabalhadores mais pobres) que contribui decisivamente para evitar que também em Portugal se façam sentir os ímpetos populistas que se alastram por toda a Europa.

Nesse sentido, Alegre sublinhou a importância de combater a corrupção e pugnar pela transparência.

26 de maio de 2018 às 16:24
Vasco Cordeiro defende que PS deve pedir maioria absoluta

O líder do PS/Açores, Vasco Cordeiro, defendeu que o PS deve pedir a maioria absoluta nas próximas legislativas, e classificou como "instrumentais" os partidos que apoiam o Governo.

Numa intervenção perante o 22.º Congresso do PS, o também presidente do Governo Regional dos Açores foi o primeiro dirigente socialista a defender que o partido deve pedir a maioria absoluta, dizendo ser um "debate prematuro, apressado e precipitado" a discussão sobre como deve ser a solução governativa no pós-2019.

"Prematuro porque tal significa prescindir já daquilo que me parece legítimo, possível e desejável, que é o PS pedir aos portugueses um reforço de confiança que se traduza numa maioria absoluta nas próximas legislativas", defendeu, recebendo um forte aplauso dos congressistas.

Para Vasco Cordeiro, o compromisso do PS é "com o país e com os portugueses e não deve estar subordinado aos interesses de outros partidos sejam eles quais forem".

"O PS é o equilíbrio virtuoso entre vários interesses em presença, os partidos que apoiam este Governo são instrumentais para garantir esse equilíbrio virtuoso", apontou.

26 de maio de 2018 às 16:17
Pedro Nuno: "agora podemos todos dizer sim, eu sou socialista"
Pedro Nuno:

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares garantiu que o PS não conta "com PSD e CDS para proteger os trabalhadores". "Isso não é radicalismo, é ser socialista".

"Depois destes dois anos e meio liderados por António Costa, podemos todos dizer sim, eu sou socialista", atirou Pedro Nuno Santos assim terminando a intervenção e provocando a maior ovação até agora sentida no 22.ª Congresso do PS, só igualada pelos aplausos ontem dirigidos a António Costa.

Depois de terminar, Pedro Nuno foi abraçar Costa.

26 de maio de 2018 às 16:10
Pedro Nuno quer PS a olhar para quem trabalha muito e ganha mal

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares foi o primeiro a empolgar os congressistas socialistas neste segundo dia de trabalhos na Batalha.

O primeiro aplauso chegou quando Pedro Nuno Santos apontou para quem deve o PS direccionar a sua acção política: "desenganemo-nos se acharmos que um partido como o nosso pode apenas dirigir o seu discurso para os sectores mais dinâmico e criativos da sociedade", afirmou acrescentando que o discurso socialista deve dirigir-se aos muitos "trabalhadores portugueses que trabalham mais de 40 horas por semana e que ganham mal, ganham pouco".

26 de maio de 2018 às 16:07
Ministro Centeno ainda só apareceu em vídeo e em voz

O ministro das Finanças, Mário Centeno, ainda não esteve no 22.º Congresso Nacional do PS, mas a sua imagem e voz tem surgido no ecrã gigante da sala.

As intervenções na tribuna têm sido intervaladas com pequenos vídeos em que se vê e ouve falar António Costa, primeiro-ministro, ou se mostram gráficos com números do desemprego, em queda desde 2015, quando entrou em funções o Governo do PS.

A meio da tarde, e com a frase "prometemos, cumprimos" num dos cantos do ecrã, ouviu-se a voz do ministro das Finanças a elogiar a redução do défice orçamental.

26 de maio de 2018 às 16:00
Ferro diz que geringonça "primeiro estranhou-se, depois entranhou-se"

O antigo líder socialista recordou que no congresso de há dois anos "ainda subsistiam muitas dúvidas" quanto às possibilidades de sucesso" da solução de Governo negociada com BE, PCP e Verdes.

Volvidos dois anos, "é caso para dizer que [a geringonça] "primeiro estranhou-se, depois entranhou-se".

Ferro citou depois o discurso de ontem de António Costa quando o secretário-geral afirmou que o PS "está onde sempre esteve, onde está a maioria dos portugueses.

26 de maio de 2018 às 15:46
Ferro Rodrigues: "combate à corrupção está no ADN do PS e de António Costa"
Ferro Rodrigues:

O presidente da Assembleia da República não fugiu a um dos temas do momento e mesmo sem se referir directamente ao caso José Sócrates, garantiu que o "combate à corrupção está no ADN do PS e de António Costa".

Tal como Costa fizera ontem, também Ferro Rodrigues destacou o "património" do PS no combate ao fenómeno da corrupção garantindo que o partido "não deixará uma vez mais de liderar esse debate", prometendo medidas concretas.


Ferro avisa que do sucesso nesse combate depende também a capacidade para evitar o surgimento de populismo.

26 de maio de 2018 às 15:11
Santos Silva responde a Pedro Nuno e rejeita "retirar autonomia ao PS"
Santos Silva responde a Pedro Nuno e rejeita

A propósito da troca de argumentos sobre o posicionamento ideológico do PS com o secretário de Estado Pedro Nuno Santos, o ministro dos Negócios Estrangeiros diz que não está disponível para combater internamente mas avisa que vai combater "todas as tentativas de retirar autonomia ao PS".

"Não combato nenhum socialista, de nenhuma tendência, de nenhuma opinião. Eu combato a direita e combato também todas as tentativas de retirar autonomia ao PS", atirou Augusto Santos Silva numa aparente crítica à proposta de Pedro Nuno Santos de renovação dos acordos com a esquerda parlamentar.


Santos Silva assumiu que o debate interno no PS é saudável e deve incluir "todos os socialistas, sem excepção". Defendendo o centrismo moderado que designa de "socialismo democrático", o número dois do Governo sustentou que é neste quadro que o partido pode ir buscar as suas "melhores propostas". Santos Silva avisa, porém, que "o debate não chega se não for acompanhado pelo combate".

26 de maio de 2018 às 13:33
Zorrinho: "Quebrámos a asfixia democrática que ameaçava o projecto europeu"

Carlos Zorrinho, que foi líder parlamentar sob a liderança de António José Seguro e é eurodeputado pelo PS, fez rasgados elogios ao executivo de António Costa.

Carlos Zorrinho defendeu que de Portugal saiu um rumo de "inovação democrática".

"Quebrámos a asfixia democrática que ameaçava o projecto europeu. O pensamento único foi abalado e existe agora um pensamento progressista europeu", considerou. 

26 de maio de 2018 às 13:32
PSE: Governo de Costa é esperança para todos os socialistas europeus

O presidente do Partido Socialista Europeu (PSE), o búlgaro Sergei Stanishev, manifestou-se "orgulhoso" com os resultados do Governo português e considerou que o caminho seguido representa agora uma "esperança" para a esquerda europeia.

O presidente do PSE defendeu que, nas próximas eleições europeias, os diferentes partidos socialistas terão de assumir-se como uma alternativa às correntes políticas europeias defensoras da austeridade, advogando, em contraponto, a solidariedade social, a coesão entre Estados-membros e o investimento.

Sergei Stanishev elogiou as prioridades definidas na moção de estratégia de António Costa, intitulada "Geração 20/30", sobretudo na forma como desenvolve as questões do combate às desigualdades e alterações climáticas.

Neste contexto, disse contar com o secretário-geral do PS para uma vitória nas eleições europeias.

"O Governo de António Costa tem alcançado um notável sucesso. Representa um sentimento de esperança para todos os socialistas europeus", acentuou.

26 de maio de 2018 às 13:31
Ascenso Simões elogia solução à esquerda de Costa e quer "maioria mais ampla"

O dirigente e deputado socialista Ascenso Simões fez a defesa de "uma maioria mais ampla possível" para o PS nas próximas eleições e elogiou o acordo de Governo com os partidos de esquerda.

"A solução para o PS passa por uma reafirmação do nosso espaço político, pela conquista de uma maioria mais ampla possível", afirmou.

Ascenso Simões admitiu que não foi um entusiasta da solução governativa em 2015, mas considerou que, neste momento, não há alternativas, nem entendimentos possíveis à direita.

O CDS-PP "é um partido infantil" e não é possível "um entendimento" com "este PSD", disse, lembrando as más experiências, para o PS, de entendimentos em 1977 com os centristas e com o Bloco Central, em 1983/85.

Ascenso Simões contou ainda a "teoria do poço", quando esteve no Ministério da Administração Interna (2005-2007) e os adjuntos tinham problemas - incêndios, inundações, acidentes - e "estavam no poço".

Era António Costa, então ministro, quem descobria uma solução que ninguém teria visto.

"Mesmo que saíssemos de lá [do 'poço'] sem uma orelha ou sem uma perna", contou.

Ascenso elogiou esta característica única de António Costa, que "transformou uma solução governativa impossível numa solução governativa positiva como a que temos vivido".

26 de maio de 2018 às 13:20
Para Pedro Delgado Alves “a resposta em estado nos partidos à esquerda”

O deputado socialista não compreende as críticas dirigidas aos acordos feitos pelo PS com a esquerda parlamentar e lembra que "a resposta em estado nos partidos à esquerda".

Ainda assim, Pedro Delgado Alves admite que este "momento político" pode não durar para sempre.

26 de maio de 2018 às 13:19
Aplausos para Adrião e Mariana Vieira da Silva, mas por razões diferentes

Daniel Adrião e Mariana Vieira da Silva apresentaram as duas moções estratégicas globais trazidas ao Congresso (há ainda a moção global de Elza Pais que não se candidatou à liderança do partido).

O subscritor da moção Reinventar Portugal recebeu o maior aplauso quando o presidente socialista Carlos César interrompeu Adrião por já ter ultrapassado o tempo previsto para a sua intervenção.

Já a coordenadora da moção (Geração 20/30) com que António Costa se recandidatou à liderança socialista recebeu aplausos em duplicado no final da intervenção.

Às palmas que se seguiram a final do discurso, seguiram-se mais aplausos depois de Carlos César se ter congratulado por Mariana Vieira da Silva ter terminado o discurso 10 segundos antes do limite previsto.

26 de maio de 2018 às 13:12
Mariana Vieira Silva diz que é hora de “construir novos compromissos”
Mariana Vieira Silva diz que é hora de “construir novos compromissos”

A coordenadora da moção Geração 20/30 que tem António Costa como primeiro subscritor afirmou que este 22.º Congresso do PS deve servir para "consolidar a recuperação económica e do emprego".


O documento foi preparado com o objectivo central de "permitir que a geração entre os 20 e os 30 anos possa viver a sua vida concretizando os seus objectivos".

É uma moção que visa "reduzir os efeitos de futuras crises", continuou a dirigente socialista que assegura que foi para continuar o sucesso da actual governação que António Costa definiu os quatro desafios centrais do documento: combate às desigualdades, alterações climáticas, sociedade digital e demografia.  


"A nossa palavra dada é mesmo palavra honrada", disse Mariana Vieira da Silva abordando as promessas cumpridas pelo Governo socialista. No entanto, "para podermos continuar a dizer isto precisamos, a partir de hoje, de começar a construir novos compromissos". "Um caminho que o PS deve construir a partir desta moção Geração 20/30", concluiu.

26 de maio de 2018 às 12:44
Daniel Adrião: "PS não tem donos, nem actuais nem futuros"
Daniel Adrião:

O candidato derrotado nas últimas directas do PS, Daniel Adrião, desafiou António Costa a cumprir a "palavra dada" quanto à consagração da eleição do secretário-geral por primárias abertas a simpatizantes.


"O PS é dos seus militantes" e por isso estes devem poder intervir quer na eleição do secretário-geral quer na escolha de candidatos a titulares de cargos políticos.

"A actual liderança do PS não pode decidir passar ao lado da história e, depois de se ter comprometido com primárias abertas aos simpatizantes e de o secretário-geral ter empenhado a sua palavra, não pode mais recuar cedendo a um aparelho partidário que cada vez mais se confunde com o aparelho do Estado", avisou.

Daniel Adrião deixou um desafio directo ao secretário-geral do PS, que cumprimentou antes de iniciar a sua intervenção: "Caro António Costa, espero que a tua palavra dada não seja uma palavra não honrada".


O único candidato alternativo a Costa nas últimas diretas defendeu que, cada vez mais, "se impõe uma separação das águas entre partido e Estado e partido e Governo", dizendo discordar da inclusão, após este Congresso, de mais ministros e secretários de Estado no Secretariado e na Comissão Permanente.


Daniel Adrião desvalorizou a discussão de saber se o PS se deve situar mais à esquerda ou à direita e defendeu que "não há caminhos interditos em democracia".


O dirigente socialista de Alcobaça deixou alguns ‘recados’ sem destinatário explícito, lamentando que outros que discordam de António Costa, "alimentados por egos taticistas sequiosos de protagonismo mediático", não tenham ido também a votos nem intervenham nos órgãos do partido.


"Não aceito o jogo tático de redução das moções globais a moções sectoriais apenas para fugir ao julgamento dos militantes e ao incómodo de ir a votos", afirmou, desta vez numa crítica aparente ao secretário de Estado Pedro Nuno Santos, que apresentou uma moção sectorial de cariz marcadamente ideológico, de defesa de opção pela governação à esquerda.

Daniel Adrião defendeu que "o PS não tem donos, nem actuais nem futuros, muito menos vencedores antecipados ou predestinados".

26 de maio de 2018 às 12:38
Daniel Adrião: "gostaríamos de ter um secretário-geral completamente dedicado ao partido"

Daniel Adrião, único candidato que desafio António Costa nas directas, desvalorizou a discussão sobre o posicionamento ideológico do PS.

Na sua intervenção no Congresso, defendeu eleições primárias para todos os titulares de cargos políticos, o reforço da exclusividade de deputados e a separação de funções entre primeiro-ministro e secretário-geral.

"Temos um primeiro-ministro 100% dedicado ao país e gostaríamos de ter um secretário-geral completamente dedicado ao partido", afirmou, defendendo, por essa razão, a extinção do cargo de secretário-geral adjunto.

26 de maio de 2018 às 12:11
António Arnaut lembrado ao som de “Verdes Anos” de Carlos Paredes

O congresso do PS fez uma homenagem a António Arnaut, um dos fundadores do partido e do Serviço Nacional de Saúde (SNS), ao som de "Verdes Anos", pela guitarra tocada por Carlos Paredes.

Durante cerca de três minutos, o écrã gigante do palco mostrou fotografias de Arnaut ao lado do líder histórico socialista Mário Soares e do actual secretário-geral do partido, António Costa.


A música a acompanhar o vídeo foi "Verdes Anos", de Carlos Paredes, tocada em guitarra de Coimbra, cidade onde viveu António Arnaut.


No lado esquerdo do ecrã lia-se: "Até sempre, camarada" e, no fim do vídeo, ouviu-se a voz de Arnaut, numa gravação, a dizer que "Vamos pela esquerda, que é o lado do coração".

O antigo ministro dos Assuntos Sociais António Arnaut, advogado e fundador do PS, ao lado de Mário Soares, em 1973, criou o Serviço Nacional de Saúde, morreu na segunda-feira, em Coimbra.

26 de maio de 2018 às 12:08
Carlos César pela transparência
Carlos César pela transparência

A transparência da vida política não ficou de fora do discurso de Carlos César.

Recuperar a confiança dos portuguesas na democracia e partidos é uma tarefa a empreender.

"Não hesitaremos, no Parlamento, em avançar na missão de reformar a legislação aplicável aos titulares de cargos políticos e de introduzir na ordem jurídica nacional soluções, com sucesso noutros sistemas democráticos e nas instituições europeias", realçou.

Para Carlos César, "o combate pela transparência é um travão ao populismo. O combate pela transparência deve coincidir com a valorização da política e dos políticos. O combate pela transparência é um dos mais valiosos contributos para a democracia. E o combate pela democracia é, sempre foi e sempre será, o combate maior do PS".

26 de maio de 2018 às 11:59
Carlos César: PS é "único partido aceite" à direita e à esquerda

Num momento em que se discute tanto o posicionamento do PS, Carlos César, reeleito presidente do partido, fala de uma posição "central" da esquerda portuguesa.

"A posição que o PS ocupa, como partido central da esquerda portuguesa, tem potenciado as suas capacidades para concitar os contributos dos mais variados sectores", realçando "a posição privilegiada na concertação social e no diálogo interpartidário".

Para Carlos César, o PS é "o único partido político português aceite numa interlocução com consequências de médio prazo à direita e à esquerda do espectro partidário".


No discurso, pediu "uma grande vitória nas legislativas de 2019", e pediu ainda que uma "esquerda mais europeia seja reforçada nas eleições" de 2019. 

As legislativas, disse, devem garantir um "PS mais forte e mais determinado no combate as desigualdades".


26 de maio de 2018 às 11:49
Carlos César: "Sentimo-nos bem com a colaboração" à esquerda

Carlos César, reeleito presidente do PS no 22.º Congresso, elogiou a solução de governação encontrada à esquerda.

"O PS celebrou acordos que têm permitido uma governação estável e com resultados positivos", acordos com Bloco, PCP e PEV que "nunca colocaram em causa a identidade do PS e a diferenciação com esses partidos à sua esquerda".

E por isso concluiu: "Sentimo-nos bem com essa colaboração".

26 de maio de 2018 às 11:29
Carlos César: “agências de rating renderam-se aos sucessos económicos” de Portugal

Foi com uma comparação da situação do país entre os dois últimos congressos do PS, este e o de 2016, que o presidente socialista destacou o sucesso da actual governação.

Entre esses sucessos está a rendição das agências de rating "aos sucessos económicos do nosso país", isto depois de duas das três principais agências de notação financeira terem retirado Portugal de uma categoria de investimento consideradas "lixo".

26 de maio de 2018 às 11:19
Costa: o PS está onde sempre esteve. Santos Silva reage: essa é uma “verdade simples”

Depois de semanas em que os jornais foram palco de uma espécie de confronto ideológico entre duas tendências que convivem no seio do PS, e também do Governo, uma mais à esquerda protagonizada pelo secretário de Estado Pedro Nuno Santos, e outra mais centrista e moderada, com o ministro Santos Silva como protagonista principal, o secretário-geral socialista chegou ao 22.º Congresso do partido para esvaziar a discussão.

"Estamos onde sempre estivemos, com a mesma convicção com que podemos dizer que estaremos onde estamos", disse António Costa no discurso feito esta sexta-feira na abertura do congresso socialista. O líder do PS sustentou que o partido tem uma identidade própria que resulta do legado do fundador Mário Soares e que a mesma deve apenas adaptar-se aos desafios de cada momento. Sem mais.

Em declarações ao Negócios, Santos Silva considera que "o secretário-geral não disse o mesmo que tenho dito", embora reconheça que Costa tenha dito uma "verdade simples".

Essa verdade simples decorre do facto de o PS "ter um lugar próprio e autónomo no sistema político português". No entender de Santos Silva, "esse lugar é a esquerda democrática".

26 de maio de 2018 às 10:50
Carlos César reeleito presidente do PS com 96,3% dos votos
Carlos César reeleito presidente do PS com 96,3% dos votos

O deputado Carlos César foi reeleito presidente do PS com uma votação de 96,3%, segundo anunciou esta manhã a Comissão Organizadora do Congresso. Foram ainda contabilizados 3,7% votos em branco.

Já a Mesa do Congresso foi eleita com 96,29% dos votos, enquanto a Comissão de Honra recebeu 96,9% e a Comissão de Verificação de Poderes obteve 96,55% dos votos.




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

Uma grande vitória a caminho de mais uma banca rota. Um partido exemplar a gastar o que não tem e a governar depois da casa arrumada. Um partido magnífico a governar com o resultado do trabalho dos outros. Um partido excelente a dizer que o mal é sempre dos outros, mas, na realidade, o que temos é um partido que acaba sempre por sair do governo. E porque é que sai sempre ao fim de um ou dois ciclos governativos? Se governasse bem não sairia, sai porque enterra o país e tem de vir outro partido apagar o fogo que eles fazem e o descalabro nas contas que eles provocam. Depois do fogo apagado, com muitos custos e sacrifícios, vem o PS governar, dizer mal de quem lutou para apagar o fogo viver de rendimentos e levar novamente o país à banca rota (o filme da nossa democracia).

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

A escolha é simples: uma orgia de salários, progressões e pensões inflacionadas e injustificáveis atribuidas a excedentários do sector público, da banca e do capitalismo não bancário de compadrio subsidiado e cheio de inusitados regimes de excepção fiscal, ou, em alternativa, um país moderno, orientado para a realidade de mercado que é global e tecnologicamente avançado e capaz de se preparar em equidade e sustentabilidade para o futuro. A geringonça optou pela primeira escolha, a via Madurista, ainda que mitigada pelas constantes reprimendas da UE.

pertinaz Há 3 semanas

NÃO TÊM VERGONHA NA CARA, ISSO SIM...!!!

Que hipocrita Há 3 semanas

Qual orçamento?
Isso já foi eliminado agora são cativações, vulgo, caloteiros, só pagam quando lhe apetece. O SNS já não existe, foi cativado, como o SNS é para o povo, o povo que lixe.
Os socialistas vão todos a hospitais privados. Educação, idem, afinal os políticos têm os filhos no privado.

Anónimo Há 3 semanas

Costa, o ilegítimo.
Criador de tachos, confederador de partidos incompetentes, assassino de doentes, conquistador do sucesso alheio, fundador de entidades públicas das "cunhas", salvador de dívida esquerdina, ocultador de informação criminosa, poeta de quem não vê, pintor de florestas.

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