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António Costa: Salários na Caixa "estão fixados" e "não vamos mudar"

"Tenho a certeza que [António Domingues] não se queixou de nenhuma interferência da parte do Governo." O primeiro-ministro afirmou que as remunerações que foram estipuladas para a Caixa servem para permitir que o banco tenha uma gestão profissional.

Miguel Baltazar
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 05 de Dezembro de 2016 às 12:55
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"Os vencimentos [na Caixa Geral de Depósitos] estão fixados. A legislação está em vigor, não a vamos mudar", afirmou António Costa à margem da visita à fábrica da Renova em Torres Novas, numa declaração transmitida pela SIC Notícias. O primeiro-ministro salientou que os salários estipulados para a Caixa não o foram tendo em vista alguém em particular, mas sim para garantir que "a CGD tenha uma gestão profissional, para que possa recrutar no mercado. É uma opção".

 

O primeiro-ministro salientou que "o que é essencial é concentrarmo-nos no que é importante: que a nova gestão execute o plano de reestruturação da Caixa".

 

Quanto às críticas de Pedro Passos Coelho, António Costa recusou-se comentar, afirmando que "a Caixa tinha problemas escondidos há vários anos. Hoje são problemas assumidos. O estado de negação nunca resolveu nada a ninguém." E recordou que "tivemos uma saída limpa, que nos orgulhou. Mas depois disso já tivemos dois bancos" que precisaram de ser resgatados, referindo-se ao BES e ao Banif.

"Temos uma Caixa que precisava de ser capitalizada. E tínhamos um Governo que estava em negação", acrescentou. O primeiro-ministro disse que o essencial agora é que o plano de recapitalização do banco estatal seja implementado para que a Caixa seja o "grande pilar do sistema financeiro. É esse o plano que temos para a Caixa. O resto são pequenos incidentes que não alteram o que é essencial."

 

Questionado sobre se António Domingues tinha razão ao queixar-se de interferência política, António Costa disse: "Tenho a certeza que não se queixou de nenhuma interferência da parte do Governo. Num estado democrático os parlamentos são órgãos soberanos. Ninguém pode queixar-se do Parlamento aprovar uma lei." Desta forma, o primeiro-ministro descartou qualquer interferência do Executivo.

 

"A vida num Estado democrático é esta. Temos de viver com as leis gostemos delas ou não", acrescentou.

Como o Negócios avançou a 1 de Dezembro, Paulo Macedo aceitou o convite do Governo para liderar a CGD, substituindo António Domingues que se demitiu depois de várias semanas de polémica sobre a entrega da sua declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional.

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