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Autárquicas: Os números que marcaram a noite eleitoral que deu vitória ao PS (sem Lisboa)

O PS ganhou em número de votos, mas as eleições autárquicas tiveram um sabor amargo para os socialistas, com a derrota em câmaras como Lisboa, Coimbra ou Funchal. Mapa do poder local dividiu-se sobretudo entre PS e PSD, com a CDU a perder força.

O país vai a votos a 26 de setembro para escolher os próximos representantes do poder local.
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A mudança na presidência da câmara de Lisboa foi uma das grandes surpresas das eleições autárquicas de domingo, com o PSD de Carlos Moedas a conseguir 'roubar' a autarquia ao socialista Fernando Medina. Ainda assim, o PS foi o vencedor da noite, com mais de 30% dos votos arrecadados e 148 câmaras conquistadas.

Desde as primeiras eleições autárquicas realizadas em 1976, os socialistas têm recolhido mais votos que os restantes partidos, apesar de nem sempre isso significar mais câmaras.

Sem surpresas maiores, dada a implantação territorial dos partidos, o PS e PSD continuaram a ser as grandes referências do poder local democrático, dividindo entre si mais de metade dos municípios. A CDU foi ultrapassada nas eleições deste ano pela coligação PSD/CDS, que passaram a terceira força política mais votada.

A coligação que junta o PCP e PEV ficou em quarto lugar, com cerca de 8%. Esse foi o pior resultado conseguido pela CDU, apesar de ter ganho relevância em Lisboa e ter superado o Bloco de Esquerda, afirmando-se como terceira força mais votada e elegendo 2 dos 17 vereadores na capital.

Os novos partidos que entraram no Parlamento em 2019 (Chega e Iniciativa Liberal) somaram, em conjunto, 5,46% dos votos. 

Já o número de eleitores que se abstiveram atingiu máximos históricos. No entanto, atendendo ao aumento do número de eleitores, estas eleições tiveram a segunda taxa de abstenção mais alta de sempre (46,35%), ultrapassadas apenas pelas eleições de 2013 em que se registou uma taxa de abstenção de 47,40%.

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