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CDS atinge pico da legislatura e Catarina Martins destrona Costa

Os dois maiores partidos portugueses baixaram nas intenções de voto em março, uma queda aproveitada por Bloco de Esquerda, CDU e CDS.

Lusa
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O partido liderado por Assunção Cristas é o principal vencedor do barómetro de março da Aximage para o Negócios e o CM. As intenções do voto no CDS sobem quatro décimas e ficam perto dos dois dígitos.

 

Além disso, os 9,7% do partido liderado por Assunção Cristas representam um máximo desta legislatura (no início de 2016 o CDS estava bem abaixo dos 5%) e os centristas reforçam ligeiramente o terceiro lugar entre os partidos portugueses.

 

Isto porque o Bloco de Esquerda também subiu em março (três décimas para 9,2%). Ainda assim, o partido liderado por Catarina Martins está abaixo dos máximos registados em 2018, quando em vários meses chegou a ter intenções acima dos 10%.

 

A maior subida de março foi protagonizada pela CDU, que cresceu cinco décimas, para 6,8% das intenções de voto.  

 

Quanto aos dois maiores partidos, o PS desceu apenas uma décima, mas os 36,3% registados em março representam um mínimo desde abril de 2016. Já o PSD sofreu uma queda mais forte (cinco décimas para 23,9%) e tem as intenções de voto em mínimos de outubro de 2017.

Catarina Martins com melhor nota

 

Esta subida do CDS não se reflete na avaliação que os portugueses fazem da líder do partido, já que a nota atribuída a Assunção Cristas até desceu três décimas em março.

 

Na liderança dos líderes partidários com melhor nota volta a estar Catarina Martins. Em março, a coordenadora bloquista sobe seis décimas para 9,4.

 

Como a avaliação de António Costa voltou a descer em março (duas décimas para um mínimo de 9,2), a líder do Bloco de Esquerda mantém a melhor nota, o que já tinha acontecido em novembro e dezembro do ano passado.

 

Apesar de ter agora a melhor avaliação, subindo consideravelmente face a fevereiro, a avaliação de Catarina Martins já foi mais elevada no passado e só deixou de ser positiva (superior a 10) desde julho de 2018.

 



Presidente inverte tendência de queda


Marcelo Rebelo de Sousa, que tal como o primeiro-ministro vinha em perda, recuperou em março, subindo de uma avaliação de 14,5 para 15,4. A percentagem de inquiridos que avalia bem a atuação do Presidente da República aumentou para 69,2%. A sondagem da Aximage, que foi realizada entre os dias 9 e 13 de março, apanhou já a recente viagem de Marcelo a Angola.


Na frente ministerial, o barómetro não traz grandes alterações. A ministra da Saúde, Marta Temido, tem a avaliação mais negativa do Governo, com 31,5% dos inquiridos a apontarem-na como a pior. No extremo oposto continua Mário Centeno, apontado por 36,3% dos inquiridos como o melhor ministro.

 

A contestação social e o ambiente de fim de ciclo também castigam o Governo. O índice de expectativas em relação ao Executivo mergulha nove pontos para 22, o nível mais baixo desde fevereiro de 2016. A quebra é comparável à que ocorreu entre junho e julho de 2017, após os incêndios na zona centro do país.

 

Mas nem tudo são más notícias para António Costa. A percentagem de entrevistados pela Aximage que o prefere para primeiro-ministro sobe ligeiramente para 53,8%, enquanto a de Rui Rio baixa para 27,7%. 


Ficha técnica

Universo indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

Amostra aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 600 entrevistas efectivas: 289 a homens e 311 a mulheres; 56 no Interior Norte Centro, 78 no Litoral Norte, 97 na Área Metropolitana do Porto, 116 no Litoral Centro, 170 na Área Metropolitana de Lisboa e 83 no Sul e Ilhas; 99 em aldeias, 163 em vilas e 338 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 9 a 13 de Março de 2019, com uma taxa de resposta de 73,7%.
Erro probabilístico Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

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