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Hungria leva quota europeia de refugiados a referendo

O primeiro-ministro Viktor Orban sustenta que aceitar a quota da Comissão sem o acordo do povo seria um "abuso de poder". A data para a realização da consulta ainda não é conhecida.

Victor Orbán: Primeiro-ministro da Hungria, Orbán tem sido uma das vozes mais críticas à entrada e acolhimento de refugiados na UE. Cercou a fronteira húngara com muros.
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 24 de Fevereiro de 2016 às 14:07
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O Governo húngaro vai convocar um referendo para validar a quota nacional obrigatória de refugiados que foi destinada ao país pela Comissão Europeia, no âmbito da actual crise migratória na Europa.


"O Governo está a responder ao actual apelo público, pensamos que introduzir quotas de realojamento para migrantes sem o apoio do povo é o mesmo que abuso de poder", disse esta quarta-feira, 24 de Fevereiro, o primeiro-ministro húngaro Viktor Orban.


Esta será a questão que deverá ser colocada: "Concorda que a União Europeia ordene a realocação obrigatória de cidadãos não-húngaros na Hungria mesmo sem o consentimento do Parlamento?". A data de realização da consulta popular não é ainda conhecida.


O Governo de direita de Orban tem sido dos mais contestatários à aplicação de quotas obrigatórias de realocação de refugiados por país, cujo movimento, afirma, terá grande impacto na actual situação étnica, cultural e religiosa na Hungria e na Europa.


O sistema de quotas atribuía à Hungria no final do ano passado o alojamento de 1.294 refugiados actualmente colocados em campos de refugiados na Itália e na Grécia.


Esta terça-feira, o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, reconheceu que o Executivo de Budapeste não está a participar no sistema actual de quotas e que decidiu "claramente seguir o seu próprio caminho". Destacou no entanto que outros países, como Portugal, estão dispostos a receber mais refugiados.

Lisboa disponibilizou-se junto da Grécia, Itália, Áustria e Suécia para receber e integrar, em alguns casos no mercado de trabalho, mais cerca de 5.800 refugiados (a maioria de Atenas) além dos 4.486 que já tinham sido destinados no processo de distribuição. No total, o país receberia mais de 10 mil pessoas.


Esta semana, um membro do Governo de Orban assumiu a vontade de criar mais uma vedação na fronteira húngara, desta vez separando o país da Roménia, na tentativa de travar a entrada de mais refugiados no seu território. Em Setembro de 2015, o país construiu uma vedação na fronteira do país com a Sérvia.

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