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"Não venham para a Europa", apela Tusk aos migrantes

A menos de uma semana do encontro com a Turquia para debater a crise dos refugiados, o presidente do Conselho Europeu reforça o pedido para que os migrantes não confiem nos traficantes e arrisquem a vida "em vão".

Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 03 de Março de 2016 às 18:55
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O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, pediu esta quinta-feira, 3 de Março, aos migrantes económicos ilegais que não viajem para a Europa nem arrisquem as suas vidas a troco "de nada".

"Quero apelar a todos os potenciais migrantes económicos ilegais, de onde quer que partam: Não venham para a Europa. Não acreditem nos traficantes. Não arrisquem as vossas vidas por dinheiro. É tudo em vão", afirmou Tusk durante uma deslocação à Grécia, onde estão retidos cerca de 30 mil refugiados e migrantes devido ao aumento progressivo do controlo das fronteiras ao longo da rota para o centro da Europa.


O responsável procura desde logo reduzir o fluxo migratório por mar da Turquia para a Grécia e daí para o resto da Europa, que nos últimos meses tem gerado graves problemas no controlo de entrada no espaço europeu, levando já a uma advertência a Atenas e à ameaça de retirada de poderes de fronteira para os colocar provisoriamente nas mãos das autoridades europeias.

Depois de o tema dos refugiados ter estado em cima da mesa no encontro de chefes de Estado e de Governo da União – em que o primeiro-ministro António Costa se ofereceu para Portugal receber mais 5.800 deslocalizados -, o tema das migrações volta a estar em cima da mesa em nova cimeira, neste caso UE-Turquia, marcada para a próxima segunda-feira.

"Na cimeira, a Grécia vai pedir que o fardo seja distribuído equitativamente entre todos os países e que haja sanções para os que não cumprirem. (…) É preciso parar com as acções unilaterais", afirmou o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras.

A Turquia tem servido nos últimos meses como "barragem" à entrada de mais refugiados e migrantes no espaço da União Europeia. Em Novembro passado, como forma de pressionar os líderes da UE para aumentarem o apoio financeiro a Ancara, o presidente turco Tayyip Erdogan ameaçou deixá-los passar para os países europeus.

"Podemos abrir as portas da Grécia e da Bulgária a qualquer momento e meter os refugiados em autocarros. Então como vão lidar com os refugiados sem acordo? Matam-nos?", terá questionado Erdogan, segundo o documento. A Turquia recebe actualmente 2,5 milhões de refugiados sírios.

Esta sexta-feira a Comissão Europeia deverá apresentar uma lista de procedimentos necessários para o levantamento dos procedimentos de controlo fronteiriço de emergência decretados por vários países europeus desde o Verão passado para tentar conter o fluxo migratório. 

Esta semana, Bruxelas disponibilizou um envelope financeiro de 700 milhões de euros dirigido à resolução da crise dos refugiados, a aplicar em três anos. 

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