Política Imprensa internacional destaca Marcelo, um político pouco convencional

Imprensa internacional destaca Marcelo, um político pouco convencional

Sair do clima de crise e evitar o regresso à mesma, prudência e respeito pelos compromissos europeus são mensagens do discurso de Marcelo Rebelo de Sousa destacadas por órgãos de comunicação como a Reuters, a Bloomberg ou o ABC. Já o El País opta por realçar o "político que é tudo menos convencional".
Imprensa internacional destaca Marcelo, um político pouco convencional
Miguel Baltazar
David Santiago 09 de março de 2016 às 13:06

Não é com grande interesse que, para já, a generalidade da imprensa internacional está a olhar para o primeiro dia de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República. Ainda assim, algumas das principais mensagens do discurso feito pelo já empossado Presidente, na manhã desta quarta-feira, 9 de Março, no Parlamento, já estão a ser difundidas.

 

A agência Associated Press destaca que o novo Presidente pretende que o Governo português seja prudente, especialmente no que diz respeito à despesa, isto depois de uma "recente crise financeira". Esta agência sublinha que Marcelo Rebelo de Sousa pretende ultrapassar essa crise através da criação de emprego e de crescimento económico, para assim evitar o regresso à mesma. A Associated Press realça ainda que "o professor de Direito" quer cicatrizar as feridas políticas e sociais decorrentes dos sacrifícios impostos pela prossecução de um resgate de 78 mil milhões de euros.

 

Já a Reuters escreve que o "novo Presidente do centro-direita" quer que Portugal cumpra e respeite os compromissos internacionais assumidos pelo país, designadamente em matéria de integração europeia. No entanto, também a Reuters destaca a ideia sublinhada pelo novo Presidente acerca da importância do rigor financeiro e orçamental que permitam ao país superar a crise e reduzir as desigualdades.

Já o jornal espanhol ABC opta por notar que Marcelo Rebelo de Sousa quer ser um "guardião permanente e escrupuloso da Constituição" e por destacar o lado emocional do discurso quando o novo Presidente garantiu ser Portugal a "razão" do compromisso assumido enquanto chefe de Estado.

 

Este jornal conservador também escreve que Marcelo Rebelo de Sousa se apresenta como um Presidente frugal e adverso a cerimónias e protocolos exagerados e pouco condizentes com os tempos de hoje, lembrando que Marcelo prescindiu do habitual banquete no Palácio de Queluz.

 

Outra questão destacada pelo ABC passa pelo facto de Marcelo Rebelo de Sousa passar agora a ser o primeiro Presidente da história portuguesa que não será acompanhado por uma primeira dama.

 

Por fim, o também espanhol El País concentra-se mais na personagem do que nos acontecimentos deste dia, explicando tratar-se de um "político que é tudo menos convencional".

 

"Metódico, frugal, hiperactivo, hipocondríaco, culto, católico, divorciado, simpático, estrela televisiva" são algumas das características escolhidas pelo El País para definir aquele que é o quinto Presidente da era Constitucional iniciada em 1976. Este diário nota que Marcelo chega a Belém depois de uma campanha eleitoral que custou 157 mil euros, cinco vezes menos do que a levada a cabo pelo candidato apoiado pelo PCP.

 

A "independência" do já Presidente da República é destacada pelo El País que também explica que Marcelo Rebelo de Sousa "pertence aos 1% dos humanos com a mutação do gene hDEC2M", o que lhe permite dormir apenas cerca de três horas diárias "sem que isso afecte o seu rendimento".

As críticas feitas pelo comentador Marcelo, mesmo ao seu próprio partido ou a amigos próximos, são utilizadas pelo El País para concluir com uma definição do Presidente roubada a Paulo Portas, líder cessante do CDS: "Marcelo Rebelo de Sousa é um filho de deus e do diabo".




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