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Marcelo diz que a "vacinação fez a diferença" face ao ano passado. Reunião foi "instrutiva"

O Presidente da República falou de uma reunião "instrutiva e pacífica" com os especialistas no Infarmed, dois meses depois do último encontro para discutir a evolução da pandemia

ANDRÉ KOSTERS
Paulo Ribeiro Pinto paulopinto@negocios.pt 19 de Novembro de 2021 às 17:56
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O Presidente da República defendeu esta sexta-feira que a vacinação em massa da população portuguesa permitiu travar um avanço mais grave da pandemia neste outono, comparando com o mesmo período do ano passado.

"Milhares e milhares de casos que não ocorreram, milhares de dias de internamento que não foram necessários. Milhares de mortes que foram evitadas. A vacinação provou ter sido essencial", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa no final da reunião com especialistas no Infarmed, recusando avançar com medidas em concreto.

"Foi uma reunião muito pacífica e muito instrutiva", sintetizou o Presidente da República, apontando algumas sugestões feitas pelos peritos. "A máscara, o distanciamento físico, sobretudo a pensar em aglomerações e recintos fechados e para o período do Natal e Ano Novo", assinalou o chefe de Estado, mas deixou para o Governo a tomada de medidas.

"Houve uma reapresentação de propostas sobre as quais o primeiro-ministro irá ouvir os partidos e que retomam as propostas de setembro", começou por indicar o Presidente da República, acrescentando que o "acento tónico" foi feito "na vacinação, com o reforço de setores particularmente sensíveis e num prazo de tempo importante atendendo como estamos a aproximar-nos do fim do ano a época mais sensível", mas disse que ainda era "prematuro" falar de soluções.


O grupo de peritos propôs esta sexta-feira medidas gerais para controlar a pandemia, entre as quais o uso de máscara em ambientes fechados e eventos públicos, e medidas setoriais, como o teletrabalho sempre que possível, numa estratégia "assente em cinco eixos fundamentais: a vacinação, a renovação do ar interior, a distância, a máscara e a testagem", afirmou Raquel Duarte, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto.

Especificamente no contexto laboral, deve ser adotado, sempre que possível, o desfasamento de horários e o teletrabalho, no "sentido de facilitar o cumprimento das medidas gerais", adiantou Raquel Duarte.

Para o comércio - incluindo centros comerciais -, restauração, hotelaria e alojamento, assim como para as atividades desportivas, os peritos propõem as medidas gerais apresentadas.

Para eventos de grande dimensão, nos casos em que não for possível os seus controlos, através do cumprimento das medidas gerais, não devem ser realizados, tanto no exterior, como no interior.

* Com Lusa

(Notícia atualizada às 18:05)
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