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Marques Mendes e a multa ao Montepio: “Ricardo Salgado deixou muitos discípulos”

O comentador político considera indecoroso o facto de ser o Banco Montepio a pagar as multas e as custas dos processos que envolvem antigos gestores, entre os quais Tomás Correia.

Miguel Baltazar
Negócios jng@negocios.pt 10 de Março de 2019 às 20:52
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Luís Marques Mendes classifica como uma "questão indecorosa" o fato de ser o Banco Montepio a ter pagar as multas e outras despesas dos processos aos antigos gestores da instituição, entre os quais Tomás Correia, condenados pelo Banco de Portugal.

Isso só acontece "porque Tomás Correia fez aprovar essa obrigação para o Banco numa assembleia-geral, meio à socapa. Isto é, na prática, uma fraude. Condena-se um gestor mas quem paga não é o gestor. É a instituição. "É caso para dizer que Ricardo Salgado deixou muitos discípulos", afirmou Marques Mendes no seu habitual espaço de análise semanal na SIC.

Tomás Correia, presidente da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG), foi multado pelo Banco de Portugal (BdP) em 1,25 milhões de euros por irregularidades realizadas enquanto presidente da Caixa Económica (2008-2015). 

Outros sete administradores executivos das equipas de Tomás Correia – José Almeida Serra, Álvaro Dâmaso, Eduardo Farinha, Rui Amaral, Paulo Magalhães, Jorge Barros Luís e Pedro Ribeiro – foram também multados em coimas menores.

Em comunicado emitido a 6 de março a Associação Mutualista Montepio afirma que a decisão relativamente às multas é da responsabilidade da anterior gestão da Caixa Económica Montepio Geral, liderada por Félix Morgado.

 

Além disso, "está em linha com a prática comum entre as instituições financeiras em Portugal e no estrangeiro, na medida em que a defesa dos visados é essencial para assegurar a defesa e absolvição das próprias instituições", refere-se no mesmo documento.

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