Política Presidente da câmara da Figueira da Foz é o novo secretário de Estado do Ambiente

Presidente da câmara da Figueira da Foz é o novo secretário de Estado do Ambiente

João Ataíde, atual presidente da câmara municipal da Figueira da Foz, é o novo secretário de Estado do Ambiente. A tomada de posse realiza-se na quinta-feira, 11 de abril.
Presidente da câmara da Figueira da Foz é o novo secretário de Estado do Ambiente
Ricardo Almeida
Tiago Varzim 08 de abril de 2019 às 18:17
João Ataíde, atual presidente da câmara municipal da Figueira da Foz, é o novo secretário de Estado do Ambiente, segundo uma nota do site da Presidência publicada esta segunda-feira, 8 de abril. Na semana passada, o seu antecessor, Carlos Martins, pediu a demissão após se saber que nomeou o primo para adjunto do seu gabinete.

"Nos termos do Artigo 133.º, alínea h) da Constituição, e sob proposta do Primeiro-Ministro, o Presidente da República exonerou Carlos Manuel Martins das funções de Secretário de Estado do Ambiente e nomeou para aquelas funções João Albino Rainho Ataíde das Neves, atual Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz", anuncia Marcelo Rebelo de Sousa. 

A tomada de posse realiza-se na próxima quinta-feira, 11 de abril, pelas 18h, no Palácio de Belém.

De acordo com a informação que consta no site da câmara, João Ataíde tem 60 anos é licenciado em direito pela Universidade de Coimbra. Desde 2009 que é presidente da câmara municipal da Figueira da Foz eleito pelo Partido Socialista, exercendo atualmente o terceiro mandato. É juiz desembargador do Tribunal da Relação de Coimbra em licença sem vencimento.

Na passada quinta-feira, o secretário de Estado do Ambiente pediu a demissão após ter sido noticiado pelo Observador que nomeou o primo para adjunto do seu gabinete. Inicialmente o caso levou apenas à demissão do primo, Armindo dos Santos Alves. Numa carta enviada ao ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, Carlos Martins considerava que "o assunto pode prejudicar o Governo, o Partido Socialista e o senhor primeiro-ministro" e, por isso, pediu a demissão. Esta foi aceite pelo ministro e o primeiro-ministro. 

A nomeação do primo do governante ganhou relevância à luz das declarações de António Costa. Numa entrevista dada à TSF e ao Dinheiro Vivo, o primeiro-ministro estabeleceu como linha vermelha a nomeação direta de um familiar. Só haveria "uma questão ética se alguém nomeasse um familiar seu", admitiu.

(Notícia atualizada às 18:44)



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