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PSD repete necessidade de consensos mas volta a criticar PS

Tal como o Governo, o maior partido da coligação governamental não tem pressa para se decidir sobre a forma como Portugal sairá do actual programa de resgate. Depois do encontro com Passos Coelho, que se reúne esta terça-feira com os partidos, Marco António Costa voltou a referir a importância de um entendimento geral na sociedade.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 08 de Abril de 2014 às 16:52
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O Partido Social Democrata insistiu, esta quarta-feira, na necessidade de encontrar consensos com os restantes partidos políticos depois de concluído o resgate financeiro. Esta foi a mensagem deixada pelo porta-voz do partido, Marco António Costa, depois do encontro com o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho que, entre hoje e amanhã, debate o processo de conclusão do programa de assistência financeira português com partidos e parceiros sociais.

 

“Relativamente ao pós-troika, [aquilo que quero dizer] tem que ver com aquilo que de mais relevante o país precisa de encontrar: um espaço de diálogo social, um espaço de consensos, de interacção política, para garantir que se constrói o ambiente interno que seja gerador de confiança externa e interna”, comentou Marco António Costa em São Bento, à saída da sua reunião com Passos Coelho.

 

Esta ideia de procura de consensos tem sido repetida, por várias vezes, pelos partidos

O PS tem sido, ao longo do tempo, o partido do não: não ajudou quando deveria ter ajudado, não se apresentou como alternativa credível, não está disponível para dialogar.
 
Marco António Costa

que dão apoio ao Governo e pelo próprio Executivo. Voltou hoje a sê-lo. Marco António Costa disse que havia um "conjunto de regras" que foram acordados pelos três principais partidos (PSD, CDS e PS) e que era preciso respeitá-las.

 

Contudo, depois destes pedidos, o antigo secretário de Estado criticou o maior partido da oposição, a quem pede que ajude o PSD na “construção de propostas conjuntas”: “O PS tem sido, ao longo do tempo, o partido do não: não ajudou quando deveria ter ajudado, não se apresentou como alternativa credível, não está disponível para dialogar”. Depois disso, pediu ao PS que “abandone o tacticismo político-partidário” e que passe a ser o "partido do sim".

 

Os socialistas não foram convidados para esta ronda de encontros de Passo Coelho com os partidos e com os parceiros sociais porque, ainda em Março, já se havia reunido num encontro que saiu com o secretário-geral António José Seguro a dizer que “há uma divergência insanável entre o PS e o Governo”.

 

Saída será feita “exclusivamente” a respeitar “interesse nacional”

 

Sobre a forma como Portugal irá terminar o programa de assistência económica e financeira solicitado há três anos, Marco António Costa sublinhou que o “Governo não se quer precipitar com nenhuma decisão imediata”.

 

O social-democrata explicou que o Executivo quer “recolher o máximo de informação” sem se querer comprometer com os tacticismos políticos-partidários que acusa o PS de ter. “Quando a decisão for tomada, será tomada atendendo exclusivamente ao interesse nacional”, garantiu.

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