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Quanto vão gastar os partidos nas Europeias 2019? E em quê?

Já foram entregues as listas e os orçamentos eleitorais para as Europeias 2019 que se realizam a 26 de maio. Conheça os gastos de cada partido.

Eleições europeias a 26 de maio

Eleições europeias a 26 de maio
Os partidos que concorrem nas eleições europeias deste ano planeiam gastar 4,9 milhões de euros na campanha eleitoral, de acordo com os orçamentos entregues no Tribunal Constitucional. A estimativa representa uma subida de 17% face ao valor estimado em 2014 (4,2 milhões de euros).

Contudo, é preciso ter em conta que, como mostra o exemplo das Europeias 2014, os orçamentos planeados não tendem a corresponder com os orçamentos executados pelas campanhas. 

Pedro Marques é o cabeça-de-lista do PS

Pedro Marques é o cabeça-de-lista do PS
O PS apresenta o maior orçamento com uma despesa de 1,25 milhões de euros, contando com uma subvenção pública de 1,15 milhões de euros e 100 mil euros de angariação de fundos. O PS é o que vai gastar mais em comícios (400 mil euros) e apostará mais em agências de comunicação e estudos de mercado (250 mil euros) do que os restantes partidos. Os socialistas gastarão ainda 110 mil euros em brindes.

Paulo Rangel é o cabeça-de-lista do PSD

Paulo Rangel é o cabeça-de-lista do PSD
O PSD vai gastar 890 mil euros, contando com uma subvenção de 790 mil euros e 100 mil euros da contribuição do próprio partido. O PSD vai apostar mais em propaganda impressa e digital (275 mil euros) e terá custos administrativos na ordem dos 170 mil euros. A despesa com brindes e agências de comunicação é bem menor que a do PS.

João Ferreira é o cabeça-de-lista da CDU

João Ferreira é o cabeça-de-lista da CDU
A CDU (coligação do PCP com o PEV) pretende gastar 850 mil euros. Neste caso, a subvenção esperada é menor (565 mil euros), contando por isso com as contribuições dos partidos (265 mil euros) e a angariação de fundos (20 mil euros) para financiar a despesa. A coligação não irá apostar em agências de comunicação e estudos de mercado, preferindo propaganda impressa e digital assim como cartazes. Além disso, a CDU terá o maior custo administrativo de todos os partidos: 250 mil euros.

Marisa Matias é a cabeça-de-lista do BE

Marisa Matias é a cabeça-de-lista do BE
BE tem o quarto maior orçamento com 576 mil euros de gastos, contando com uma subvenção pública de 400 mil euros, a angariação de 151 mil euros e 25 mil euros da contribuição do partido. A seguir ao PS, o BE é o partido que mais aposta em comícios (250 mil euros). Os bloquistas são os únicos dos principais partidos que não pretendem fazer gastos em brindes.

Nuno Melo é o cabeça-de-lista do CDS

Nuno Melo é o cabeça-de-lista do CDS
O CDS conta gastar 312 mil euros, uma despesa que será toda financiada pela contribuição do próprio partido. Os centristas, que atualmente têm um eurodeputado, não fixaram o montante que esperam receber de subvenção pública. A maior parte do orçamento da campanha vai para custos administrativos (100 mil euros), seguindo-se a realização de comícios (55 mil euros). Mas, no geral, os valores previstos de gastos não se aproximam aos restantes principais partidos.

Francisco Guerreiro é o cabeça-de-lista do PAN

Francisco Guerreiro é o cabeça-de-lista do PAN
O PAN, que elegeu um deputado para a Assembleia da República em 2015, prevê receber subvenção pública. O Partidos das Pessoas, Animais e Natureza prevê gastar 78,4 mil euros nas Europeias 2019, sendo que cerca de metade será para custos administrativos. O resto divide-se entre propaganda, cartazes e agências de comunicação. 

Rui Tavares é o cabeça-de-lista do Livre

Rui Tavares é o cabeça-de-lista do Livre
Apesar de ter falhado a eleição nas legislativas e nas europeias anteriores, o Livre está confiante de que o conseguirá fazer desta vez. O partido pretende gastar 11,6 mil euros, mas conta com uma subvenção pública desse mesmo valor. Os principais gastos serão em propaganda impressa e digital e em cartazes.  

Ricardo Arroja é o cabeça-de-lista da Iniciativa Liberal

Ricardo Arroja é o cabeça-de-lista da Iniciativa Liberal
O recém-criado Iniciativa Liberal (IL) vai pela primeira às urnas nas eleições europeias com o economista Ricardo Arroja como cabeça-de-lista. A IL pretende gastar 28,5 mil euros e conta com 25 mil euros de angariação de fundos e três mil euros da contribuição própria do partido. A maior parte da verba (20 mil euros) irá para cartazes. 

Paulo Sande é o cabeça-de-lista do Aliança

Paulo Sande é o cabeça-de-lista do Aliança
O Aliança conta fazer 350 mil euros de gastos que o partido espera pagar através de uma subvenção do mesmo valor. Ou seja, o partido de Pedro Santana Lopes espera eleger eurodeputados uma vez que só assim terá a possibilidade de receber parte da subvenção pública entregue aos partidos. A seguir ao PS e à CDU, será o partido que mais gastará em brindes. 

André Ventura é o cabeça-de-lista do Basta

André Ventura é o cabeça-de-lista do Basta
Basta (coligação do PPM e do PPV/CDC) tem o quinto maior orçamento da campanha eleitoral. A coligação planeia gastar 500 mil euros nas Europeias 2019, mesmo sem contar com nenhuma subvenção. O Basta conta angariar 400 mil euros e conta com 100 mil euros de contribuições dos partidos. Com esta previsão de gastos, a coligação está ao nível dos principais partidos nos gastos com comícios, agências de comunicação e cartazes. 
Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 19 de Abril de 2019 às 15:00
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Ao todo, os partidos planeiam gastar 4,9 milhões de euros, mais 17% do que em 2014. Saiba onde será aplicado esse dinheiro e as expectativas de cada partido quanto à eleição de eurodeputados que lhes dará acesso à subvenção pública. No máximo, cada partido pode gastar cerca de três milhões de euros. 

Serão distribuídos cerca de 4,35 milhões de euros em subvenções públicas, segundo a informação disponibilizada pela Comissão Nacional de Eleições no seu site. Deste valor, 20% é distribuído em partes iguais pelos partidos que tenham conseguido eleger eurodeputados. Os restantes 80% são doistribuídos na proporção dos votos.

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