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Rio quebra silêncio e responde à ameaça de Costa às 18:30

O presidente social-democrata vai dirigir-se aos portugueses este domingo às 18:30, a partir do Hotel Sheraton, no Porto. Rui Rio vai falar mais de 24 horas depois da reação inicialmente prevista para este sábado e já depois de o CDS ter recuado ao admitir votar contra a legislação dos professores.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 05 de Maio de 2019 às 15:52
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Rui Rio vai tornar pública a posição do PSD à ameaça de demissão do Governo feita pelo primeiro-ministro às 18:30 deste domingo, mais de 24 horas depois da reação prevista para o passado sábado. No curto comunicado enviado às redações, o PSD limita-se a referir que o presidente social-democrata vai falar às 18:30 a partir do Hotel Sheraton, no Porto. 

Esta será a primeira aparição pública do líder social-democrata desta a manhã da passada sexta-feira. Numa altura em que se especulava ainda acerca de uma hipotética demissão do Executivo socialista em resposta à aprovação, na noite de quinta-feira, da contagem integral do tempo de serviço dos professores com votos de PSD, CDS, Bloco de Esquerda e PCP, Rui Rio defendeu que tudo não passava de "um golpe de teatro" do Governo motivado pelo facto de a campanha para as europeias estar a correr mal ao PS.

Já depois de o primeiro-ministro ter anunciado que o Governo apresentaria a demissão se o diploma dos professores fosse realmente aprovado em votação final global no Parlamento, sucederam-se reações dos restantes líderes partidários, com uma excepção: Rui Rio. 

O presidente do PSD convocou uma reunião da Comissão Política do partido para sábado de manhã, ficando prevista uma reação na tarde de ontem, contudo Rio acabou por recuar e continuar fechado em copas até ao final da tarde de hoje. Pelo meio "fintou" os jornalistas ao alterar o local onde decorreu o encontro da Comissão Política, evitando assim ser confrontado com perguntas à saída da reunião. 

A declaração de Rui Rio está já condicionada pelo recuo do CDS. Os centristas divulgaram este domingo um comunicado em que a líder Assunção Cristas adianta que o partido irá requerer a avocação parlamentar da proposta chumbada na especialidade (idêntica a uma proposta do PSD também chumbada com votos contra do PS, Bloco e PCP) que condiciona o pagamento aos professores à evolução do ciclo económico.

Até aqui a reação oficial do PSD chegou pela voz da deputada Margarida Mano e do vice-presidente David Justino. O antigo ministro da Educação disse ao Público se os socialistas apresentarem uma "proposta que permita resolver o problema das pessoas", os sociais-democratas estarão disponíveis para ouvir. Já a também vice-presidente da bancada do PSD acusou o primeiro-ministro de "mentir deliberadamente".

No entanto, não há ainda nenhuma posição que permita perceber se o PSD pode recuar, a exemplo do que fez o CDS, de forma a evitar o adensar da crise política e a ida para eleições antecipadas num contexto em que o PS utilizaria o tema dos professores para acusar a direita de se ter juntado á esquerda numa coligação negativa somente por eleitoralismo.

Isso mesmo foi já ensaiado na intervenção de Costa, quando o secretário-geral socialista protegeu os parceiros da esquerda e responsabilizou os da direita: "Se há alguém incoerente e que mostrou total desrespeito pelo princípio da responsabilidade orçamental (...) foram seguramente os outros dois partidos [PSD e CDS] que se juntaram ao PCP e ao Bloco". 

Esta polémica fez com que Rio reabrisse o flanco a ataques dos críticos internos, que consideraram que a direção social-democrata estava a desbaratar os créditos e o legado das contas certas granjeado pelo Governo chefiado por Passos Coelho. Miguel Relvas falou em "ato de desnorte político" e Pedro Duarte apelou a que o partido retome o "sentido de Estado e de responsabilidade". 

(Notícia atualizada às 16:23)

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