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Rui Moreira garante: "Processo não interferirá na minha recandidatura ao Porto"

Presidente da Câmara do Porto é acusado de favorecer a imobiliária da família, da qual era sócio, em detrimento do município.

José Coelho / Lusa
Correio da Manhã | Lusa 18 de Maio de 2021 às 17:36
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O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, reagiu durante a tarde desta terça-feira à decisão de ir a julgamento no processo Selminho, onde é acusado de favorecer a imobiliária da família, da qual era sócio, em detrimento do município, decidiu hoje o Tribunal de Instrução do Porto.

"O processo não interferirá na minha recandidatura ao Porto, disse Rui Moreira, visivelmente emocionado, garantindo que ninguém o "conseguirá afastar dos portuenses".

Ir a julgamento "não me tira a razão", garantiu ainda o presidente da Câmara do Porto, que garante que este é um "insulto e uma infâmia".

Numa declaração nos paços do concelho sem direito a perguntas dos jornalistas, o autarca independente reagia assim pouco depois de conhecida a decisão do TIC, lamentando-a e considerando que "nada de novo resulta" dela.

"Nada de novo resulta desta decisão. Não me deu, nem tirou razão", afirmou o autarca.

Rui Moreira disse lamentar a decisão do Tribunal de Instrução do Porto e que a mesma "não tem qualquer fundamento".

O presidente da Câmara do Porto vai a julgamento no processo Selminho, onde é acusado de favorecer a imobiliária da família, da qual era sócio, em detrimento do município, decidiu hoje o Tribunal de Instrução do Porto.

A juíza Maria Antónia Ribeiro, do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto, decidiu pronunciar (levar a julgamento) o autarca, "nos exatos termos" da acusação do Ministério Público (MP), disse à agência Lusa fonte judicial.

No debate instrutório, realizado em 29 de abril, o MP defendeu que Rui Moreira fosse a julgamento, reiterando que, enquanto presidente do município, agiu em seu benefício e da família, em prejuízo do município, no negócio dos terrenos da Arrábida. Isto, num conflito judicial que opunha há vários anos a câmara à empresa imobiliária (Selminho), que pretendia construir num terreno na escarpa da Arrábida.

A defesa de Rui Moreira, acusado de prevaricação, em concurso aparente com um crime de abuso de poder, incorrendo ainda na perda de mandato, requereu a abertura de instrução, fase facultativa que visa decidir por um Juiz de Instrução Criminal se o processo segue e em que moldes para julgamento.
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