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Sánchez sob pressão quer congresso extraordinário em Novembro

O PSOE deverá ter um congresso extraordinário a 12 e 13 de Novembro e as primárias deverão ocorrer a 23 de Outubro, numa altura em que a liderança do partido está a ser muito questionada.

Reuters
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 29 de Setembro de 2016 às 15:04
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Pedro Sánchez, líder do PSOE, que tem estado sob muita pressão depois das eleições legislativas de Espanha, queria convocar eleições primárias do partido para 23 de Outubro. E esta deverá ser mesmo a data que prevalece, pelo menos será a proposta que a comissão executiva do partido vai apresentar este sábado no comité federal extraordinário, onde serão apresentadas, debatidas e votadas as propostas.

 

Já o congresso extraordinário deverá ser agendado para 12 e 13 de Novembro. A ideia inicial de Sánchez era que este congresso ocorresse a 1 e 2 de Dezembro.

 

Pedro Sánchez procura revalidar o apoio do partido à sua liderança, depois de não ter conseguido vencer as eleições legislativas, não permitiu que o PP, liderado por Mariano Rajoy, formasse Governo, nem conseguiu uma alternativa governativa. 

De acordo com a informação divulgada pela imprensa espanhola, um número significativo de membros da comissão executiva do PSOE apresentou na quarta-feira a sua demissão com o objectivo de obrigar à destituição do secretário-geral, Pedro Sánchez. Segundo a imprensa, foram 17 dos 35 membros da comissão executiva que terão apresentado a sua demissão. 

 

As eleições que decorreram na Galiza e no País Basco ajudaram a enfraquecer a sua posição, já que o PSOE teve resultados historicamente baixos.

 

Espanha vive um período histórico. Os eleitores foram chamados às urnas a 20 de Dezembro de 2015 e a 26 de Junho deste ano, dando a vitória ao PP sem maioria absoluta. Mariano Rajoy não conseguiu firmar acordos com a oposição que lhe dessem conforto no Parlamento, pelo que falhou a investidura.  Se o impasse político em Madrid não for debloqueado até 31 de Outubro, o rei Felipe VI terá de dissolver o Parlamento e convocar novas eleições.

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