Capacidade de testagem deixa task-force "tranquila"
O coordenador para o plano de testagem está "tranquilo" com a capacidade de testagem instalada, na qual pode participar qualquer instituição. A maior dificuldade é não desperdiçar testes ao "testar sem critério".
O coordenador para a task-fore de testagem em Portugal, Fernando de Almeida, considerou esta quarta-feira que "temos uma capacidade de testagem no país que nos deixa tranquilos". Em rede trabalham cerca de 600 entidades autorizadas as realizar testes, 160 laboratórios e 26 instituições da academia, e foram investidos cerca de 8,4 milhões de euros no aumento da capacidade.
No dia 20, e segundo o coordenador para a testagem durante uma audição no parlamento solicitada pelo PS, Portugal realizou 64 mil testes com uma taxa de positividade de 1%, 60% desses testes são de antigénio (que carecem de um teste PCR para confirmação do resultado). Em parte, estes números devem-se à implementação dos auto-testes, em que Portugal foi pioneiro e para os quais falta estabelecer ainda um sistema de resposta rápido. Fernando de Almeida explicou que foi decido avançar com os auto-testes antes de ter a plataforma pronta - podendo o resultado ser comunicado via SMS ou chamada telefónica - estando esta a ser ultimada.
Em causa está um plano de testagem "inclusivo e participativo", em que "não é a task-force que está no terreno a vacinar", mas sim empresas parceiras e "qualquer instituição que queira ajudar o país a testar". A abordagem foi delineada a pensar em grandes empresas, às quais é disponibilizado um manual "de quatro ou cinco páginas" com todas as indicações para que, enquanto dure a pandemia, a testagem ser banal e normalizada.
Neste modelo estão já envolvidas cerca de 300 empresas, a maioria de administração do Estado, que implementaram planos de teste internos. Fernando de Almeida garantiu ainda que, numa empresa, "se houver um caso positivo, é testado todo o universo".
Apesar do modelo, a task-force não quer fomentar a "testagem sem critério", uma vez que "testar e rastrear implica capacidade de resposta", que é limitada e não pode ser comprometida. Uma das estratégias previstas para um futuro próximo passa por instalar postos de testagem junto das comunidades, que pretendem abranger "as populações de maior risco".