Já falta dinheiro nos hospitais para comprar medicamentos e ano ainda agora começou
Situação é atípica nesta altura do ano e está a afetar várias ULS do país. Conselhos de administração estão a violar a lei e a assumir responsabilidades financeiras para darem resposta aos doentes. Governo diz que constrangimentos são de "natureza pontual e transitória".
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Há hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que já estão sem fundos para comprar medicamentos e material de consumo clínico, avança esta sexta-feira o Público. A situação, que acontece com frequência na segunda metade do ano, é atípica nesta altura do ano e está a obrigar as administrações a violarem a lei e a assumirem responsabilidades financeiras para assegurar a resposta aos doentes.
A falta de verbas está a ocorrer em várias unidades locais de saúde (ULS) do país, num ano de contenção de custos no SNS. Recorde-se que o Orçamento do Estado para este ano (OE2026) prevê um corte de 10% (800 milhões) na despesa com bens e serviços no SNS. O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), Xavier Barreto, não se lembra de alguma vez esta situação ter acontecido logo em janeiro e acredita que o Governo "vai tomar a iniciativa de repor os fundos", por via de uma correção orçamental ou injeções financeiras.
O Ministério da Saúde garante que esses constrangimentos são de "natureza pontual e transitória" e estão associados "ao encerramento do ano económico" e "aos ajustamentos normais decorrentes da execução orçamental". Assegura ainda que "a prestação de cuidados de saúde aos utentes encontra-se salvaguardada" e não descarta um eventual reforço da dotação orçamental, após "uma análise conjunta das necessidades reportadas por cada instituição" para garantir o normal funcionamento ao longo do ano.
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