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Portugal pode receber seis vacinas diferentes contra a covid-19

Além do contrato já assinado com a britânica AstraZeneca, que garante os primeiras 6,9 milhões de doses ao país, a nível europeu há negociações em curso com outras cinco vacinas que estão ainda em fase de testes.

Reuters
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 07 de Setembro de 2020 às 17:33
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A União Europeia está a negociar a aquisição antecipada de seis potenciais vacinas contra a covid-19, que estão atualmente em fase de desenvolvimento. As primeiras doses podem começar a chegar no final deste ano ou no início de 2021.

 

Na apresentação feita esta tarde na sessão sobre a situação epidemiológica em Portugal, realizada no Porto, o presidente do Infarmed, Rui Santos Ivo, referiu que, além do contrato assinado em agosto com a britânica AstraZeneca, que tem a colaboração da Universidade de Oxford, há outras cinco negociações em curso.

 

Num exercício conjunto, o bloco europeu está a tentar fechar acordos também com o consórcio formado pela gigante Pfizer e a alemã BioNTech; com a aliança do laboratório francês Sanofi e os britânicos da GSK; com as americanas Johnson & Johnson (Janssens) e Moderna e também com a biofarmacêutica alemã CureVac.

 

Rui Santos Ivo explicou no auditório da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto que este processo visa garantir o acesso uniforme à vacina nos vários países e, por outro lado, criar um portefólio alargado de vacinas, tanto em termos de tecnologia como de prazo estimado de chegada ao mercado, de custos e das condições logísticas que serão necessárias.

 

No total, segundo os últimos dados publicados pela Organização Mundial de Saúde, em todo o mundo há 176 vacinas em desenvolvimento, mas apenas 33 estão já em investigação clínica – e apenas oito na terceira e última fase de ensaios. Só no início do segundo semestre do próximo ano é que o "volume significativo" de vacinas deverá chegar à população.

 

O líder do Infarmed advertiu ainda que "apesar de estarmos em situação de emergência" devido à pandemia, a vacina tem de cumprir todos os requisitos em termos de segurança e de eficácia para ser alvo de autorização por parte da Agência Europeia do Medicamento.

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