Num dia em que os mercados foram assolados por uma dose considerável de medo, a diretora-geral do FMI foi a Tóquio e deixou um sério aviso a todos os decisores políticos: “o meu conselho aos responsáveis políticos de todo o mundo é que pensem no impensável e preparem-se para isso”. Pode parecer demasiado dramático ou fatalista, mas os tempos que vivemos são únicos e muito imprevisíveis.
A ministra do Trabalho teve sempre em mente deixar a sua marca na lei laboral, mas a política é a arte do possível e fazer cedências faz parte dessa mesma circunstância. Sai como derrotada de um processo que é relevante para o país e que teria tanto mais sucesso quanto mais consenso pudesse colher. Encerrar-se a discussão na concertação social sem um acordo, como revelou a Confederação do Turismo, é um péssimo sinal.
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