Fundo holandês compra olival de 400 hectares em Cuba do Alentejo
O Farmland Fund da neerlandesa Van Lanschot Kempen adquiriu um olival irrigado de aproximadamente 400 hectares no Alentejo, que irá reforçar a sua “plataforma de cultivo existente em Rio de Azeite, numa das mais importantes zonas produtoras de azeitonas de Portugal”, avança a gestora de fortunas, em comunicado publicado no seu site, esta quinta-feira, 21 de maio.
A exploração adquirida situa-se em Faro do Alentejo, concelho de Cuba, “no coração do Alqueva e dentro do respetivo perímetro de regadio”, realça, por sua vez, a CBRE, consultora imobiliária que assessorou a venda da sociedade proprietária deste ativo agrícola.
PUB
Sem identificar o vendedor, a CBRE adianta que “esta exploração olivícola de regadio irá centrar-se no cultivo de azeitonas de elevada qualidade destinadas à produção de azeite virgem extra”.
“Esta operação reforça a nossa plataforma Rio de Azeite e permite-nos aplicar práticas agrícolas regenerativas e ambientalmente responsáveis, de acordo com um modelo de investimento que privilegia a sustentabilidade, o impacto ambiental e a resiliência produtiva”, enfatiza Richard Jacobs, diretor de investimentos em terras agrícolas da Van Lanschot Kempen Investment Management.
A aquisição feita em Faro do Alentejo “oferece uma oportunidade atrativa a longo prazo na produção sustentável de azeite, graças às condições climáticas favoráveis, ao abastecimento de água confiável e aos custos eficientes”, sublinha o mesmo gestor.
PUB
O fundo SDG Farmland da Van Lanschot Kempen passa com mais esta aquisição em Portugal a gerir uma área global de “aproximadamente 26.600 hectares em todo o mundo, com ativos sob gestão superiores a 480 milhões de euros, com a maior parte do capital comprometido pelos investidores já aplicada”.
Para Manuel Valadas Albuquerque, head of agribusiness para o Sul da Europa na CBRE, “esta operação evidencia a maturidade que o ‘agribusiness’ ibérico está a alcançar enquanto destino de capital institucional. A combinação de ativos agrícolas de elevada qualidade, infraestruturas de regadio consolidadas, como o Alqueva, e uma clara orientação para a sustentabilidade posiciona a Península Ibérica na linha da frente a nível internacional para investidores especializados em capital natural, e, também, cada vez mais para investidores generalistas”, considera.
De acordo com a CBRE, a Península Ibérica registou 1,2 mil milhões de euros de investimento institucional no ano passado, mais 50% do que no ano anterior.
PUB
“O mercado foi liderado por transações de compra e venda de terrenos (cerca de 600 milhões de euros), enquanto estruturas de dívida e refinanciamento atingiram os 300 milhões de euros e as operações de M&A totalizaram outros 300 milhões de euros”, detalha a consultora imobiliária, frisando que, “nos últimos anos, o setor agrícola tornou-se progressivamente mais profissionalizado, facilitando a entrada de investidores institucionais”.
“O crescente interesse por parte da comunidade de investidores assenta tanto nos retornos atrativos que o setor oferece, como na possibilidade de desenvolvimento de portefólios diversificados, reduzindo a volatilidade e melhorando o rácio risco/retorno dos investimentos”, observa a CBRE.
(Notícia atualizada às 13:12)
PUB
Mais lidas
O Negócios recomenda