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Complexos turísticos do Algarve sujeitos a limites no consumo de água

O racionamento na utilização de água, negociado entre o Governo e os empresários do setor, surge numa altura em que o país vive uma das piores secas do último século.

Miguel Baltazar
Diana do Mar dianamar@negocios.pt 22 de Julho de 2022 às 21:02
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Os empreendimentos turísticos do Algarve, como hotéis, vão estar sujeitos a limitações no uso de água, exceptuando para consumo humano, anunciou, esta sexta-feira, o ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro.

A medida, que surge numa altura em que o país está a braços com "uma das piores secas dos últimos 100 anos", vai ser posta em marcha depois de o Governo e os empresários do setor da região terem chegado a um acordo para o efeito.

"Foi feita uma reunião entre a
Agência Portuguesa do Ambiente e um conjunto de empresários de empreendimentos turísticos do Algarve, em que foi [acordado] um racionamento, uma gestão daquilo que são os consumos de água que podem adotar, o que quer dizer que há uma limitação para a utilização de água por parte desse setor", revelou Duarte Cordeiro, em conferência de imprensa, após a  10.ª Reunião da Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca (CPPMAES).

A medida adotada "num contexto de enorme pressão" versa sobre o "grande consumo", ou seja, sobre os volumes de água canalizados para irrigar campos de golfe ou outros espaços verdes das unidades turísticas, deixando de fora a que se destina a consumo humano.

Duarte Cordeiro não indicou, no entanto, qual foi o nível de redução de água acertado ou quantas unidades turísticas abrange.

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